Lisboa, 21 out (Lusa) - Angola e Brasil são os países lusófonos com maior desigualdade entre ricos e pobres, sendo Portugal o penúltimo da lista, segundo o relatório de Desenvolvimento Humano 2009 da Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com o documento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (ONUD), numa escala de 0 a 100, Angola apresenta um índice de desigualdade entre ricos e pobres de 58.6.
No país africano, os mais pobres têm uma taxa de consumo de 0,6%, enquanto a dos mais ricos é de 44,7%.
No ano passado, não foram disponibilizados dados sobre Angola, o que torna impossível estabelecer uma comparação.
O Brasil subiu dois pontos em relação a 2008 e apresenta neste ano um indicador de desigualdade de 55 pontos, sendo a taxa de consumo de 1,1% entre os mais pobres e de 43% entre os mais ricos.
Em 2008, a taxa de consumo entre os mais pobres era de 0,9% e entre os mais ricos de 44,8%.
Cabo Verde é o terceiro país lusófono com o maior fosso social, com 50.5 pontos no índice de desigualdade.
As taxas de consumo no arquipélago africano são de 1,9% para os mais pobres e de 40,6 % para os mais ricos. Assim como Angola, não há dados sobre o ano passado.
Moçambique surge logo a seguir na lista com 47,1 pontos no índice, com taxa de consumo de 2,1% entre os mais pobres e de 39,2 % entre os mais ricos.
Verifica-se uma ligeira melhoria em relação a 2008, quando o país tinha um índice de desigualdade de 47,3% e uma taxa de consumo de 2,1% entre os mais pobres e de 39,4% entre os mais ricos.
No Timor Leste, o indicador é de 39.5 pontos, sendo a taxa de consumo dos mais pobres de 2,9% e de 31,3% entre os mais ricos.
O PNUD também não tem dados sobre a situação do Timor no ano passado.
Apesar de manter o mesmo índice de desigualdade de 2008 (38.5 pontos), Portugal subiu uma posição e surge agora no penúltimo lugar entre os países lusófonos com maior patamar de desigualdade.
A taxa de consumo também se manteve, sendo de 2% entre os mais pobres e 29,8% entre os mais ricos.
Com um índice de desigualdade 35.5, a Guiné-Bissau subiu 11.5 pontos e surge este ano como o país lusófono com menor fosso social.
Nesse país, a taxa de consumo entre os mais pobres é de 2,9% e entre os mais ricos é de 28%. No ano passado, as taxas eram de 2,1% e 39,3%, respectivamente.
O estudo não indica São Tomé e Príncipe por não existirem dados disponíveis.