Bruxelas, 22 out (Lusa) - O Eurostat confirmou nesta quinta-feira o déficit orçamental português de 2008, fixando-o em 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa uma piora de 0,1 ponto percentual em relação aos números divulgados na primeira notificação do INE.
O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) já tinha alertado em 28 de setembro a revisão em alta da necessidade de financiamento público em relação a 2008 "em cerca de 115 milhões de euros", o equivalente a 0,07% do PIB luso.
A evolução do déficit orçamental português foi de 6,1% do PIB em 2005, 3,9% em 2006, 2,6% em 2007 e 2,7% no ano passado.
Já a dívida pública passou de 63,6% em 2005 para 64,7% em 2006, chegando a 63,6% em 2007 e 66,3% em 2008.
Os déficits públicos aumentaram de 2007 para 2008 na zona do euro de 0,6% do para 2%. Na União Europeia, o aumento foi de 0,8% para 2,3%.
Os déficits públicos mais elevados no ano passado foram registrados na Grécia (7,7%), Irlanda (7,2%), Romênia (5,5%), Reino Unido (5%), Malta (4,7%), Espanha (4,1%), Letônia (4,1%), Hungria (3,8%), Polônia (3,6%), França (3,4%) e Lituânia (3,2%).
Por outro lado, oito Estados-membros registraram um excedente do saldo das contas públicas no ano passado: Finlândia (4,5%), Dinamarca (3,4%), Luxemburgo (2,5%), Suécia (2,5%), Bulgária (1,8%), Chipre (0,9%), Holanda (0,7%) e Alemanha (0%).
Os países europeus notificam duas vezes por ano (em março e setembro) os saldos orçamentais dos anos anteriores com as últimas correções introduzidas.