UOL Economia Notícias

BOLSAS

CÂMBIO

 

23/10/2009 - 15h32

Brasil vai a feira em Macau para reforçar laços com a China

Macau, China, 23 out (Lusa) - O Brasil participa da Feira Internacional de Macau para reforçar os laços com a China, através do aumento das exportações e atração de investimento, sobretudo nos setores agro-alimentar e de maquinaria.

O representante da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), César Yu, disse à Agência Lusa que o Brasil volta a integrar o pavilhão dos Países de Língua Portuguesa na feira de Macau para "mostrar aos empresários chineses que está pronto para exportar e para atrair investimento".

"As relações com a China são cada vez mais estreitas, o comércio está a aumentar bastante e muitas empresas chinesas querem investir no Brasil e muitas brasileiras querem vir para a China", disse o responsável, salientando o papel "importante" de Macau como porta de entrada para o gigante asiático.

Lourenço Cheong, da Associação Comercial de São Paulo, frisou que há muito espaço para o reforço do comércio bilateral no que toca aos produtos agro-alimentares e de maquinaria, já que, observou, o Brasil "é muito forte no setor agro-alimentar e a China precisa bastante desses produtos e, em contrapartida, muitos empresários brasileiros estão interessados na maquinaria chinesa".

Na edição deste ano da 14ª Feira Internacional de Macau, o Brasil reforçou a sua presença, apresentando não só um estande no pavilhão dos países lusófonos, como o Estado de São Paulo optou por ter o seu próprio pavilhão face à cooperação cada vez maior entre a Região Administrativa Especial da China e aquele Estado brasileiro.

O secretário de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo, Miguel Bucalem, realçou durante o Fórum para o Comércio e Investimento Internacionais, inserido na feira de Macau, que a presença no território visa "conhecer as experiências bem sucedidas de planejamento urbano" que possam abrir portas a novas relações entre governos e empresários.

Miguel Bucalem destacou ainda que São Paulo tem um Produto Interno Bruto equivalente a 15% do total nacional, servindo também de "porta para a entrada de investimento estrangeiro no Brasil".

Para facilitar a cooperação bilateral, o escritório de advogados brasileiro Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra, com representação em São Paulo e Brasília, abriu uma representação em Pequim há seis anos de modo a ajudar os empresários chineses a investir no Brasil.

O advogado em Pequim José Luz explicou à Lusa que o escritório "dá todo o apoio jurídico aos investidores chineses que queiram chegar ao Brasil e, por outro lado, dá assistência aos investidores brasileiros que queiram entrar na China, através de um escritório de advogados especializado em direito chinês, com representações em toda a China, com quem foi estabelecida uma associação".

José Luz liderou hoje um seminário na Feira Internacional de Macau sobre "Como se investir no Brasil", dirigido a empresários chineses.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host