Macau, 23 out (Lusa) - A criação de oportunidades na lusofonia para as pequenas e médias empresas chinesas é estimulada pelo "papel insubstituível" de Macau como plataforma de negócios, defendeu o vice-presidente do Conselho de Promoção do Comércio Internacional da China, Zhang Wei.
O dirigente destacou, durante o Fórum Internacional do Comércio e do Investimento, realizado dentro da Feira Internacional de Macau, que o território poderá "apoiar as empresas do Delta do Rio das Pérolas a desenvolverem as atividades comerciais fora do país e atrair investimentos do exterior, através do reforço da ligação com os países de língua portuguesa, transformando a crise em oportunidades".
O vice-presidente do Conselho disse esperar que as pequenas e médias empresas da região e da China "possam estabelecer excelentes canais, desenvolvendo ativamente os mercados dos países de língua portuguesa e iniciar um novo capítulo de desenvolvimento no exterior do país".
A China está "muito atenta" ao desenvolvimento das empresas, declarou o dirigente, constatando que são o "fator mais ativo para o desenvolvimento da economia e as maiores impulsionadoras do crescimento econômico e do desenvolvimento social".
EmpresasAtualmente existem mais de 42 milhões de pequenas e médias empresas na China, correspondentes a 99% do tecido empresarial, que absorve 75% da mão-de-obra das cidades e vilas e cujos produtos e serviços geram 60% do PIB daquele país.
Esta realidade contribuirá para que "a grande força motriz para a próxima etapa do crescimento econômico seja proveniente das economias emergentes, incluindo a China", ressaltou Zhang Wei, para quem o "mundo se encontra em fase de reforma e transformação", prevendo que as relações e interdependência entre Estados e territórios ficarão cada vez mais estreitas.
Neste contexto, o vice-presidente do Conselho de Promoção do Comércio Internacional da China salientou a importância do gigante asiático aliar esforços com a lusofonia em benefício mútuo, recordando que, em 2008, o volume de comércio bilateral subiu para US$ 77 bilhões, um aumento de 66% em relação a 2007.
Na 14ª edição da Feira Internacional de Macau, as empresas estão em grande destaque, com 143 estandes, mais do dobro do que na edição de 2008, e com dois dias dedicados à exploração de novas oportunidades de negócio.
De portas abertas até domingo no complexo turístico The Venetian, a Feira Internacional de Macau, com 288 delegações de 61 países e regiões, conta este ano com a maior participação da lusofonia, que dispõe de três pavilhões, um dedicado aos países de língua portuguesa, outro a Portugal e um terceiro ao Estado de São Paulo.