Rio de Janeiro, 23 out (Lusa) - O vice-presidente executivo da TAP, Luiz Mór, afirmou quinta-feira, no Rio de Janeiro, que uma possível fusão com as companhias aéreas angolana TAAG e brasileira TAM ainda é uma especulação, pois "não há nada de concreto".
Atualmente, o que existem são acordos de parcerias entre as empresas, explicou Mór, durante uma entrevista coletiva no maior evento de turismo da América Latina, realizado pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV).
"Com a TAM é uma parceria nova, a TAAG já é uma parceira mais antiga, temos um envolvimento com eles em colaboração para que voltem à Europa", declarou.
O vice-presidente da companhia portuguesa comentou ainda a redução de voos semanais do Brasil de 67 para 57 este ano como uma forma de se adaptar à diminuição da procura.
"A redução de voos que fizemos foi no calor da crise econômica que foi violenta devido a uma situação conjuntural e o Real valorizado torna o destino Brasil mais caro", disse, lembrando que houve uma queda de 8% no número de passageiros transportados no Brasil, de janeiro a setembro deste ano.
Apesar disso, Luiz Mór afirmou que, no período com maior fluxo do ano, a partir de dezembro, a situação será revertida. "A ideia é que serão retomados os 10 voos", indicou.
"O período da crise foi extremamente difícil, o número de passageiros caiu em praticamente todos os destinos. Mas este ano foi de abertura de novas rotas", explicou.
Voos para o BrasilNo Brasil, a TAP transportou nos primeiros nove meses do ano quase 900 mil passageiros e a expectativa é que, até o final de 2009, 1,1 milhão de passageiros sejam transportados nas linhas do Brasil.
De acordo com Luiz Mór, as linhas do Brasil representam 13% do total de passageiros transportados pela TAP, responsáveis por 28% das receitas geradas.
Entre os passageiros desembarcados no Brasil, Portugal continua sendo o maior responsável no exterior pelo volume de passageiros, 19%.
No nordeste, Salvador é o maior destino dos portugueses, que são responsáveis por 23% da utilização, enquanto em Recife, Natal e Fortaleza a média de portugueses é de 19% para cada cidade.
No sudeste, 26% dos passageiros que vão para Belo Horizonte são portugueses.
Em São Paulo, apesar de ter havido uma queda de 15% da procura dos voos, a porcentagem de portugueses é de 22%, enquanto o Rio de Janeiro e Brasília respondem por 19% cada.
Sobre os futuros eventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, Luiz Mór afirma que ainda é cedo para estimar o aumento de novos voos.
"Já nos estamos a preparar para as Olimpíadas, promovendo o Brasil desde já como destino e vamos continuar. Somos a empresa número um da Europa para o Brasil", disse.
Em relação à Copa, das dez cidades sede para o campeonato, a TAP voa para oito. A empresa ainda não divulga a estratégia, mas admite que poderá redirecionar parte dos voos para responder à procura na época do Mundial.
Com estes eventos globais, haverá um "rejuvenescimento da marca Rio de Janeiro" na Europa. "Existe uma simpatia natural pelo Brasil que é uma marca conhecida, o estrangeiro tem uma visão boa do brasileiro".
Outros destinosMór citou também Moscou, um destino para o qual a empresa começou a voar desde junho, além de Helsinque, Varsóvia e Casablanca.
A partir de 25 de outubro, a companhia aérea portuguesa começará a operar para Valência, na Espanha.
Na África, Argel, será o próximo destino a partir de 26 de novembro. "Argel é mais uma aposta na África. Em Luanda, aumentamos de sete para dez freqüências".