Luanda, 23 out (Lusa) - Uma missão oficial brasileira chegou nesta sexta-feira a Luanda para contatos com técnicos e autoridades locais sobre biocombustíveis, assunto que tem sido abordado em seminários realizados em outros países africanos.
A visita a Luanda ocorre algum tempo depois da empreiteira brasileira Odebrecht ter anunciado, em agosto, um investimento de US$ 220 milhões através do consórcio Biocom, com a angolana Sonangol, na produção de açúcar e energia em Malange, norte de Angola.
Porém, o país africano ainda não integra o grupo de produtores de biocombustíveis, embora a cana-de-açúcar, milho, óleo de coco e amendoim já sejam destaques na agricultura angolana. Este projeto pretende reverter essa situação.
"Além de participar da execução e gestão do projeto, o Brasil contribuirá com transferência de tecnologia, uma vez que o país possui décadas de experiência na produção de biocombustíveis", afirmou José Nilton de Souza, representante do ministério brasileiro da Agricultura na missão.
Luanda estuda também a aprovação de uma lei para promover o desenvolvimento do setor, que prevê a ocupação de 30 mil hectares para o cultivo de cana-de-açúcar e o investimento de US$ 258 milhões.
A missão brasileira está no continente africano desde 19 de outubro, sendo que na agenda está ainda uma visita a Lusaca, na Zâmbia, para a apresentação do seminário internacional sobre biocombustíveis.