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26/10/2009 - 14h41

África subsaariana crescerá só 1,1% em 2009, prevê FMI

Lisboa, 26 out (Lusa) - A África subsaariana deverá terminar este ano com um crescimento econômico de apenas 1,1%, contra 5,5% em 2008, prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI). A desaceleração acontece principalmente pelo grande impacto que a crise teve nos países exportadores de petróleo, como Angola.

As projeções da edição de outubro do relatório regional "Perspectivas econômicas da África subsaariana", apresentada nesta segunda-feira em Lusaka, capital da Zâmbia, indicam uma redução drástica do crescimento da economia dos países da região, seguido de uma retomada em 2010 com crescimento de 4,1%, e 2011 com 5%.

"A África subsaariana foi duramente atingida pela crise econômica mundial (?) e os exportadores de petróleo e países de rendimento médio da região sofreram o impacto em maior medida do que a maioria dos países de baixo rendimento", comenta Antoinette Monsio Sayeh, diretora do departamento de África do FMI.

"Em todos os países subsaarianas, porém, é provável que a crise provoque um abrandamento dos progressos na redução da pobreza", sustenta, embora considerando que "a prudência na condução das políticas macroeconômicas nos últimos anos proporcionou uma margem de manobra para combater os efeitos da desaceleração".

O corpo técnico do FMI recomenda que, sempre que possível, "as políticas fiscais e monetárias continuem a proporcionar apoio à economia, até que a recuperação se consolide".

O reforço do apoio financeiro prestado pelo FMI serviu de respaldo às políticas adotadas pelos países em resposta à crise.

A duplicação dos limites de crédito e a flexibilização das políticas agilizaram essas ações.

Os novos compromissos financeiros do FMI com a África subsaariana já ultrapassaram os US$ 3 bilhões neste ano, em comparação a cerca de US$ 1,1 bilhão em 2008 e apenas US$ 100 milhões em 2007.

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