Lisboa, 26 out (Lusa) - O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI 20, fechou o pregão desta segunda-feira em queda, recuando 1,47% para 8.519,51 pontos, acompanhando a tendência negativa das principais bolsas europeias.
Das 20 ações que compõem o índice de referência, 19 desvalorizaram e apenas o banco BES encerrou em alta, numa sessão em que mudaram de mãos 51 milhões de títulos, num volume de negócios de cerca de 125 milhões de euros.
O BES avançou 0,58% para 5,2 euros, enquanto que outras empresas do setor, como o BPI e BCP acompanharam as quedas significativas dos bancos na Europa. Isso aconteceu em função do anúncio feito pelo banco holandês ING de que vai efetuar um aumento de capital de 7,5 bilhões de euros no âmbito da reestruturação do grupo financeiro, da qual resultará a divisão da entidade em duas áreas de negócio.
O lucro do BES, que apresenta na terça-feira após o fechamento do mercado as contas do terceiro trimestre do ano, deve ter subido 17,5%, em comparação com mesmo período do ano passado, para 83,4 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, de acordo com a média das previsões dos analistas hoje consultados pela Agência Lusa.
As estimativas dos cinco fundos de investimento apontados pela Lusa apontam para que o BES apresente um lucro entre 40 milhões de euros e 102 milhões, ou seja, 83,4 milhões de média, contra 71 milhões de euros de lucro registrados nos terceiro trimestre do ano passado.
Além disso, o BPI desceu 4,9% para 2,371 euros - a maior queda do dia -, enquanto o BCP recuou 3,1% para 1 euro.
A Teixeira Duarte e a Zon Multimédia também baixaram mais de 3%, seguidas pela Sonae SGPS e pela Sonae Indústria, que recuaram mais de 2,5%.
Os pesos pesados Portugal Telecom e Galp Energia recuaram 2,2% para 7,7 euros e 1,5% para 12 euros, respectivamente. Já a EDP registrou uma queda de 0,22% para 3,05 euros.
Lisboa acompanhou o movimento das Bolsas europeias, que fecharam em terreno vermelho, após terem iniciado o dia em alta, pressionadas pelas quedas significativas registradas nos setores bancário e tecnológico.
As quebras oscilaram entre 0,97% de Londres e 1,71% de Frankfurt.