Bruxelas, 27 out (Lusa) - Os líderes da União Europeia discordam sobre a ajuda aos países em desenvolvimento na luta contra as alterações climáticas, tema que será abordado na cúpula de quinta e sexta-feira, em Bruxelas, noticia a imprensa europeia.
As alterações climáticas e a preparação do encontro de Copenhague, na Dinamarca, sobre os fenômenos climáticos, em Dezembro, são temas na agenda do Conselho Europeu desta semana.
Porém, se há um consenso generalizado sobre a necessidade de intervir, principalmente ajudando os países em desenvolvimento a fazerem a sua parte, os 27 discordam sobre o montante de uma contribuição financeira.
O responsável pelas questões do meio-ambiente em Bruxelas, o comissário europeu Stavros Dimas, já deu a sua opinião sobre o assunto: "esperamos que os chefes de Estado e de governo se entendam, porque se não houver dinheiro não haverá acordo em Copenhague".
Os 27 estão divididos sobre se a UE deve avançar com um pacote financeiro ambientalista independentemente do que fizerem os outros países desenvolvidos, como os Estados Unidos.
O montante da ajuda é outra questão sobre a qual os líderes europeus discordam, estando também em debate a parcela que caberá a cada um dos membros do bloco europeu - a seis semanas do encontro mundial da Dinamarca.
A Comissão Europeia (órgão executivo europeu) calculou em 100 bilhões de euros anuais, entre 2013 e 2020, a ajuda necessária para que os países mais pobres adotem medidas contra as alterações climáticas.
Deste montante, a contribuição da UE deverá ser entre 2 bilhões e 15 bilhões de euros anuais, quantia que se soma ao pacote entre 5 bilhões e 7 bilhões para ações imediatas, entre 2010 e 2012.
Os europeus já decidiram reduzir em 20% as emissões de gases estufa até 2020, em relação aos níveis de 1990, posicionando-se como líderes mundiais no assunto.
Esta redução poderá chegar aos 30% se os outros países desenvolvidos se comprometerem com objetivos semelhantes e os em desenvolvimento aceitarem fazer a sua parte.
A reunião na capital dinamarquesa, de 7 a 18 de dezembro, visa concluir um acordo que deve entrar em vigor antes de expirar a primeira fase do Protocolo de Kyoto, em janeiro de 2013, para travar de forma vinculativa as emissões de dióxido de carbono.