Lisboa, 27 out (Lusa) - O presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, revelou nesta terça-feira que o banco português gostaria de reforçar a sua participação no capital do Bradesco mas que tem que ponderar o efeito da operação nas suas estatísticas de capital.
"Gostaríamos de reforçar no Bradesco mas temos que ponderar muito bem os nossos rácios de capital", disse Ricardo Salgado, reconhecendo que a dimensão da operação teria um impacto significativo nas estatísticas de capital do banco.
O BES detém, em conjunto com o seu fundo de pensões, 3% do capital e 6% dos direitos de voto do Banco Bradesco.
"O Bradesco aumentou recentemente a sua participação no BES de 3% para 6%, o que é para nós uma enorme satisfação", realçou.
"Estamos a conversar para desenvolver novas iniciativas", disse Ricardo Salgado, que fez questão de salientar a vitalidade da economia brasileira na atualidade.
O Brasil lidera em outubro a captação de capitais nos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) com US$ 2,44 trilhões, contra US$ 1,34 trilhão da Rússia, US$ 1,3 trilhão da China e US$ 990 bilhões da Índia.
"É uma hipótese histórica para Portugal e para as empresas portuguesas que operam no Brasil, bem como para as empresas brasileiras que acuam em Portugal", destacou o presidente do BES.