Lisboa, 27 out (Lusa) - O ministro português das Relações Exteriores afirmou nesta terça-feira que Portugal defenderá na União Europeia (UE) o prolongamento das medidas de estímulo à atividade econômica, deixando para um período posterior o debate sobre os critérios de consolidação orçamental.
Falando aos jornalistas no final da rodada com os partidos, que ocorreu em São Bento, o chanceler destacou da agenda da próxima cúpula europeia, quinta-feira, o processo de ratificação do Tratado de Lisboa, a preparação da Conferência de Copenhague em relação às alterações climáticas e a reação europeia à crise financeira e econômica.
Segundo Luís Amado, o governo português entende que "o momento de crise que atravessa a Europa justifica o prolongamento de uma coordenação de políticas e de incentivo ao crescimento econômico e ao emprego".
"Valorizamos o esforço que está a ser feito ao nível europeu para uma supervisão no domínio financeiro, que permita evitar novas situações de grave crise financeira", adiantou.
Interrogado sobre a posição do governo português em relação ao respeito pelos critérios inerentes ao Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) da UE, Luís Amado considerou natural que se fale "no futuro" nas implicações do conjunto de medidas de estímulo à atividade econômica.
"Mas, do ponto de vista do governo português, o impacto que a crise ainda hoje tem a nível europeu impõe uma concentração na recuperação da atividade econômica ao nível europeu. É isso que tem orientado a política econômica portuguesa e é esta linha de orientação que deve ser continuada na Europa, sem pôr em causa um debate que será a seu tempo aberto sobre a necessidade de retomar critérios de consolidação orçamental", defendeu o membro do executivo.