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28/10/2009 - 19h52

Portugal descarta cobrar de turistas taxa para meio ambiente

Lisboa, 28 out (Lusa) - O presidente do Turismo de Portugal, Luis Patrão, afastou, nesta quarta-feira, a possibilidade de o país adotar uma ecotaxa aos turistas para compensar os danos ambientais causados pela atividade turística.

"Em Portugal, neste momento, entendemos que não é viável, possível ou desejável sobrecarregar os turistas com essa taxa", afirmou Luis Patrão na 2ª Conferência Internacional sobre Gestão de Turismo Sustentável, organizada pelo Instituto de Administração Hospitalar e pelo Grupo de Reflexão sobre Turismo (Tourism Think Tank).

"O que nós fazemos em Portugal é aplicar uma parte das receitas fiscais originadas pelo turismo na preservação do ambiente", afirmou.

A aplicação de uma taxa aos turistas, para compensar os danos ambientais causados pela atividade turística, tem sido debatida em vários fóruns internacionais da área, mas ainda não há uma posição unânime sobre a questão, explicou Luis Patrão.

Segundo o presidente do Turismo de Portugal, têm sido criados mecanismos financeiros para programas que amenizem os impactos causados pela atividade turística ou que sirvam para recuperar centros históricos.

"Sem uma ecotaxa, já temos uma ecorresponsabilidade no sentido de fazer reverter esse dinheiro para assegurar a sustentabilidade no turismo", afirmou o presidente do órgão, responsável pelo setor turístico em Portugal.

A conferência, organizada pelo Instituto de Administração Hospitalar e pelo Grupo de Reflexão sobre Turismo da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), debateu durante esta quarta-feira a sustentabilidade do turismo.

O presidente da Associação de Hotelaria, Henrique Veiga, defendeu que a sustentabilidade no turismo inevitavelmente será colocada na agenda do setor.

"Ter unidades e uma atividade sustentável pode ser momentaneamente um fator diferenciador, mas, do ponto de vista estrutural, vai ser inevitável", afirmou o responsável à Agência Lusa.

A aposta e a adoção de boas práticas de sustentabilidade por parte dos operadores de turismo são vistas como um investimento, e não como um custo, concluiu.

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