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29/10/2009 - 13h11

Portugal monta estratégia para reduzir déficit com China

Macau, China, 29 out (Lusa) - Nos próximos anos, Portugal quer "reduzir" o déficit comercial com a China, e Macau tem um papel fundamental nesse desafio, afirmou o ministro português das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos.

Em carta enviada ao líder do governo da região administrativa especial chinesa, ele destacou o objetivo português em um momento em que as últimas estatísticas oficiais indicam que, entre janeiro e agosto, o país exportou US$ 288 milhões para a China continental, um aumento de 23% em relação ao mesmo período de 2008.

Portugal permanece com saldo negativo no comércio com a China, já que, no mesmo período, importou US$ 1,18 bilhão, uma queda de 20,1% frente ao mesmo intervalo de 2008.

A carta - cujo conteúdo formal não foi divulgado - foi entregue a Edmund Ho pelo cônsul de Portugal no território, Manuel Carvalho, durante a Feira Internacional de Macau.

O texto reitera que Portugal tem muito a oferecer a Macau e à China, como empresas modernas, inovadoras e de elevado conteúdo tecnológico das energias renováveis às tecnologias de informação, do agroalimentar a materiais de construção.

As autoridades e empresas de Macau sabem o que Portugal tem a oferecer e as empresas portuguesas se sentem bem em trabalhar com a região administrativa especial chinesa, afirmou o ministro português.

Teixeira dos Santos lembrou também que o papel da China na recuperação econômica mundial valoriza Macau, e ressaltou que Portugal olha para o território sempre que olha para a China.

Após reforçar o papel do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, os compromissos assumidos em 2005 pelos ministros dos diversos países lusófonos em dobrar as trocas comerciais com a China até 2009 ?atingidos no ano passado -, Teixeira dos Santos destacou ainda o papel da Feira Internacional de Macau, a qualidade e abrangência do evento, no qual também participaram empresas portuguesas.

Na carta a Edmund Ho, o ministro destaca também o simbolismo dos dez anos de Macau como região administrativa especial chinesa para ressaltar o sucesso do processo de transição, o qual classifica de exemplar e que reforça o papel especial do território.

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