Bruxelas, 30 out (Lusa) - A União Europeia (UE) quer ajudar financeiramente os países menos desenvolvidos a lutarem contra as alterações climáticas. Porém, o montante será decidido em Copenhague, segundo o projeto de conclusões da cúpula dos 27, que termina nesta sexta-feiraem Bruxelas.
O projeto de conclusões do Conselho Europeu assume os valores calculados pela Comissão Europeia, mas ressalva que só será apresentado um valor "à luz dos resultados de Copenhague".
"O Conselho Europeu subscreve a estimativa da Comissão segundo a qual os custos líquidos adicionais totais da atenuação e adaptação nos países em desenvolvimento se poderão elevar a cerca de 100 bilhões de euros anuais até 2020, a cobrir por uma combinação de esforços próprios, pelo mercado internacional do carbono e pelo financiamento público internacional", indica o comunicado.
Deste total, o apoio público internacional deverá ser de 22 a 50 bilhões de euros por ano entre 2013 e 2020.
Bruxelas estimou ainda que será necessário um financiamento de cinco a sete bilhões de euros por ano durante os três primeiros anos (2010-2012).
Além disso, os líderes dos 27 frisam que "esse valor será determinado à luz dos resultados da Conferência de Copenhague".
"Neste contexto, a UE e seus Estados Membros estão prontos a contribuir com a sua quota parte para cobrir esses custos", aponta o projeto de conclusões.
"O Conselho Europeu salienta que essa contribuição dependerá do fato de outros intervenientes chave desenvolverem esforços comparáveis", acrescenta.
Não havendo um valor, também ficou por decidir a divisão dos custos do projeto pelos 27 membros, sendo que o documento prevê ainda que "a UE, e os Estados-membros que possam, tendo em conta a respectiva situação econômica e financeira, irão contribuir com a sua parte".
A conferência de Copenhague, de 7 a 18 de dezembro, visa concluir um acordo que deve entrar em vigor antes de expirar a primeira fase do Protocolo de Kyoto, em janeiro de 2013, para travar de forma vinculativa as emissões de dióxido de carbono.