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30/10/2009 - 15h43

Bolsa lusa fecha em baixa, com a menor perda da Europa

Lisboa, 30 out (Lusa) - O principal índice da Bolsa portuguesa, PSI 20, fechou o pregão desta sexta-feira em baixa, recuando 1,83%, para 8.341,42 pontos, mas, apesar da queda significativa, apresentou a menor desvalorização entre as bolsas europeias.

Entre os vinte títulos que compõem o PSI 20, 18 fecharam em baixa, um fechou inalterado e apenas um registrou alta numa sessão em que trocaram de mãos 55,1 milhões de títulos, no valor de 136,9 milhões de euros.

Em outras praças, as perdas variaram entre os 2,03% de Londres e os 3,33% de Frankfurt, depois de terem avançado significativamente na quinta-feira, com a volatilidade mantendo-se na ordem do dia.

"Os mercados bolsistas registraram perdas pela segunda semana consecutiva", salientou à Agência Lusa Telma Santos, analista do Millennium Banco de Investimento, frisando que "os rumores de que o Bank of America poderá ter que fazer um aumento de capital antes de restituir os fundos de emergência que recebeu do governo norte-americano fez ressurgir os receios dos investidores".

A analista frisou ainda que "a queda inesperada da confiança dos consumidores e das vendas das casas novas [nos EUA] contribui igualmente para pressionar o sentimento de mercado", e que "a limitar as perdas esteve a divulgação do PIB norte-americano, que superou o consenso do mercado".

Em Lisboa, a Galp Energia, a Brisa e a Jerónimo Martins recuaram mais de 3%, seguidas por um grupo de cinco empresas que desceram mais de 2%, entre elas a EDP Renováveis (-2,9%), a Teixeira Duarte (-2,8%) e a Cimpor (-2,5%).

Depois, mais cinco cotadas perderam mais de 1%, com destaque para o Banco BPI (-1,9%), a PT (-1,8%) e o BCP (-1,6%).

Já o BES e a EDP, dois dos títulos com maior ponderação sobre a capitalização bolsista do PSI 20, baixaram 0,6% para 5,019 euros e 0,3% para 3,007 euros, respectivamente.

A Sonaecom fechou o dia estável em relação à cotação da véspera (1,945 euros), ao passo que a Portucel foi a única cotada no índice de referência que ganhou valor, somando 0,16% para 1,92 euros.

Na próxima semana, as atenções dos investidores estarão centradas nas decisões relativas à política monetária, com Fed divulgando a sua decisão sobre as taxas de juro na quarta-feira e, no dia seguinte, será a vez do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra.

"O mercado não está a antecipar nenhuma alteração das taxas diretoras que deverão permanecer nos 0 a 0,25% nos EUA, nos 1% na zona do euro e nos 0,5% no Reino Unido", disse à Lusa Telma Santos.

Serão também divulgados ao longo da próxima semana uma série de indicadores macroeconômicos, como os inquéritos à indústria e serviços da maior economia do mundo (ISM) e o relatório de emprego nos EUA, entre outros. Na Europa, o foco irá centrar-se sobre as vendas no varejo na zona do euro e as encomendas às fábricas alemãs.

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