Coimbra, 4 nov (Lusa) ? O diretor-geral da empresa de cuidados domiciliares Comfort Keepers Portugal, Jorge Monteiro, afirmou nesta quarta-feira que o Estado português deveria dar um apoio direto ao idoso para a prestação destes serviços,de forma que este escolhesse a maneira como quer ser assistido, como acontece na Espanha.
"Em Espanha é apoiado o cidadão e este escolhe a forma como é assistido. Em Portugal, o Estado apoia fundamentalmente as IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social]", afirmou Monteiro.
O empresário, que falou com a Agência Lusa no final de um workshop sobre "Desafios e oportunidades de negócio na área dos cuidados domiciliares", disse que a medida seria positiva e "daria uma maior transparência em termos de normal funcionamento do setor", no qual entende que seria necessária uma "maior regulação".
A questão foi levantada no debate que fechou o evento, período de discussão em que discursaram, entre outros, o presidente da Associação Nacional de Apoio Domiciliar Profissional (Anadop), Luís Filipe Silva.
Para ele, essa ajuda estatal deveria ser prestada ao idoso e à família deste, que poderia escolher o cuidador.
As vantagens do sistema de franquias no início, desenvolvimento e sucesso do negócio e os apoios ao financiamento e à criação de empresas e de iniciativas locais de emprego foram as questões debatidas na segunda parte do evento.
"Os cuidados domiciliares podem constituir uma janela de oportunidade e um forte impulsionador para a dinamização econômica da zona Centro, sendo que este é um serviço que cada vez mais famílias procuram", considerou Monteiro, ao abordar a questão das vantagens do sistema de franquias.