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14/04/2008 - 08h11

Ministros da América Latina têm preocupação com alta dos alimentos

Por Adriana Garcia

WASHINGTON (Reuters) - Os ministros da Economia da América Latina expressaram no domingo sua preocupação com a alta dos preços de alimentos e pediram ao Banco Mundial e ao FMI que busque saídas para o problema, que está gerando pressões inflacionárias e fome ao redor do mundo.

O fenômeno gerou violentos protestos no Haiti, o país mais pobre da região, que culminaram na demissão do primeiro-ministro Jacques Edouard Alexis, no sábado.

O ministro da Economia da Argentina, Martín Lousteau, defendeu que o Banco Mundial ofereça novas linhas de financiamento e serviços de consultoria para ajudar os países a fazer frente ao problema de abastecimento, que afetam principalmente as camadas mais pobres da população.

"O banco tem um papel importante na hora de aprovar medidas de emergência e ajudar os países a aumentar a produção agrícola e a produtividade do setor", disse Lousteau em um comunicado, falando em nome da Argentina, do Chile, do Paraguai, do Peru e do Paraguai.

O aumento dos preços dos alimentos e da energia, a instabilidade econômica global e a reforma do sistema de cotas dos 185 países membros são os assuntos que dominaram a agenda dos encontros de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que terminaram no domingo.

"Os altos preços da energia e dos alimentos parecem que chegaram para ficar", disse o ministro de Finanças guatemalteco, Juan Alberto Fuentes Knight.

"O Banco Mundial deveria oferecer um campo maior de produtos a seus países-clientes, para que administrem os riscos associados com o crescente aumento nos preços das commodities e com a volatilidade", acrescentou.

Knight falou em nome da Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Espanha e Venezuela.

Para o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, a prioridade, a longo prazo, seria desenvolver a agricultura, mas isso deveria ser equilibrado com a atenção à infra-estrutura e ao acesso à energia, que também são fundamentais para erradicar a fome e a pobreza.

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