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22/09/2008 - 09h04

Bancos estrangeiros poderão recorrer a plano dos EUA

Por Mark Felsenthal

WASHINGTON (Reuters) - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, afirmou ontem domingo que bancos estrangeiros que possuem ativos financeiros considerados ruins poderão recorrer ao plano de resgate norte-americano de US$ 700 bilhões, elaborado com o objetivo de restaurar a ordem econômica global em meio à crise.

"Sim, eles deverão. Porque, se uma instituição financeira tem operações nos Estados Unidos, contrata pessoas nos Estados Unidos, se eles estão envolvidos com a falta de liquidez dos ativos, eles sofrem o mesmo impacto do povo americano, como qualquer outra instituição", disse Paulson em programa televisivo.

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Paulson apareceu no programa "This Week with George Stephanopolous", da ABC, para dar mais detalhes do plano que será analisado por congressistas norte-americanos durante a semana. Ele também esteve em outras emissoras.

O governo está agindo agressivamente para absorver bilhões de dólares de títulos difíceis de serem vendidos vinculados a hipotecas e ativos relacionados, que têm sufocado os mercados de capitais desde o estouro da histórica bolha do setor imobiliário norte-americano.

Paulson observou que o plano de resgate é doloroso e caro, mas necessário para estabilizar um sistema financeiro que tem o chão como único limite.

"A situação que tínhamos, com mercados congelados, com empréstimos não-disponíveis, é uma situação que não será boa para o povo norte-americano", disse ele.

Contribuintes
"O fato de que o contribuinte estar nesta situação é difícil para mim."

Paulson ainda disse nesse domingo que o plano de resgate de emergência para estabilizar o sistema financeiro em queda livre custará dinheiro aos contribuintes, mas argumentou que os custos não superarão o limite de US$ 700 bilhões do pacote.

"O contribuinte está em risco", disse ele a um programa noticioso da TV Fox News.

Mas acrescentou: "Seriam circunstâncias extraordinárias, altamente improváveis, de que o custo seja algo como a quantia gasta nos ativos".

O secretário do Tesouro disse que o governo dos Estados Unidos está pressionando autoridades financeiras em outros países para adotar planos de estabilização financeira similares.

"Nós temos um sistema financeiro global e nós estamos conversando de forma agressiva com outros países em todo o mundo, e encorajando-os a tomar medidas similares, e acredito que grande parte deles irá", disse.

Segundo ele, a crise repentina estava assustando, mas ele expressou esperança na resiliência da economia norte-americana.

"Eu não apostaria contra os fundamentos a longo prazo deste país", disse ele no programa "Meet the Press", da TV NBC. "Mas esta é uma experiência para percebermos muita fragilidade no nosso mercado de capitais, e para perguntarmos como chegamos até aqui."

"Estou confinante de que o Congresso irá agir, e agir rapidamente".

(Reportagem adicional de Thomas Ferraro)

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