Por Vanessa Stelzer
SÃO PAULO (Reuters) - O mercado financeiro brasileiro reduziu fortemente sua estimativa para o crescimento econômico de 2009, após dados recentes mostrarem uma fraqueza maior que a esperada entre o fim do ano passado e o início deste, segundo o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira.
Os analistas cortaram também os prognósticos para a taxa de juro Selic, depois de o Banco Central ter feito na semana passada a maior redução desde novembro de 2003, e para a inflação de 2009.
A previsão para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 caiu de 1,20% na semana anterior para 0,59%, o que seria o menor crescimento desde 1999. O cenário para 2010 permaneceu em 3,50%.
Nas duas últimas semanas, o mercado recebeu os números de produção industrial do país em janeiro bem abaixo do esperado e uma contração maior que a previsão do PIB no quarto trimestre de 2008.
A estimativa do mercado para a produção industrial deste ano foi reduzida de queda de 0,04% na semana anterior, para recuo de 1,59% nesta. O setor deve recuperar-se em 2010, com crescimento de 4%, segundo o Focus.
O prognóstico para a Selic caiu de 10,25% para 9,75% tanto para este ano como para o próximo.
O mercado também reduziu visão para a Selic na reunião de abril do Comitê de Política Monetária (Copom), de 11% na semana anterior para 10,25% agora.
Na reunião deste mês, o Copom decidiu por cortar a Selic em 1,50 ponto percentual, a 11,25% ao ano.
A estimativa para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano caiu de 4,57% para 4,52%, enquanto para 2010 ficou estável em 4,50%.
O prognóstico para o câmbio no fim deste ano permaneceu em R$ 2,30, enquanto para o fim de 2010 passou de R$ 2,28 para R$ 2,30.
A estimativa para o superávit da balança comercial foi mantido em US$ 13 bilhões para este ano e para o próximo.
(Edição de Alberto Alerigi Jr.)