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06/07/2009 - 11h34

Petrobras suspende temporariamente teste em Tupi

SÃO PAULO, 6 de julho (Reuters) - A Petrobras informou nesta segunda-feira ter detectado um problema de fabricação nos parafusos de fixação de um equipamento submarino utilizado no Teste de Longa Duração (TLD) em Tupi e que, diante disso, foi obrigada a suspender temporariamente as operações no poço, situado na bacia de Santos.

O TLD na área de Tupi, a principal reserva de petróleo conhecida do pré-sal do Brasil, com estimativas de 5 bilhões a 8 bilhões de barris recuperáveis de óleo equivalente, foi iniciado em maio, marcando o início da exploração abaixo da camada de sal na promissora bacia de Santos.


Segundo a estatal, os parafusos em questão fixam a chamada Árvore de Natal Molhada (equipamento submarino de controle de fluxo de poços).

"Uma inspeção submarina não detectou a existência de qualquer vazamento de óleo ou dano nesse equipamento. Preventivamente, conforme sua política de Segurança, Meio-Ambiente e Saúde, a companhia decidiu substituir de imediato o conjunto da Árvore de Natal Molhada e Base Adaptadora", informou a Petrobras em um comunicado.

A estatal, que ainda não tem previsão de reinício do teste, salientou que "o problema em questão não está relacionado com aspectos de produção do campo ou de tecnologia e não têm impacto no desenvolvimento do pólo pré-sal da bacia de Santos".

Com o problema no equipamento, o poço foi fechado e, após o termino da instalação dos novos equipamentos, será dada continuidade ao TLD.

Por meio do teste, a Petrobras, operadora do bloco em que está Tupi, tem produzido entre 10 mil e 14 mil barris por dia, segundo a assessoria de imprensa da estatal.

"Os resultados obtidos no TLD, até o momento, têm sido conforme o esperado e serão valiosos para a definição do plano de desenvolvimento da área e, principalmente, para conhecer o comportamento de longo prazo dos reservatórios em produção...", afirmou a empresa em um comunicado.

São sócias da Petrobras em Tupi a BG, com 25% de participação, e a Galp, com 10%. A Petrobras tem 65% de participação em Tupi.

(Por Roberto Samora; edição de Camila Moreira e Marcelo Teixeira)

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