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COMUNICAR ERROPor Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Uma eventual participação majoritária do Banco do Brasil no IRB-Brasil Re, maior grupo ressegurador da América Latina, não causará conflito com o Bradesco, também acionista da instituição, segundo o presidente do órgão, Eduardo Nakao
No último dia 15, o BB anunciou o início de conversas para compra de fatia no IRB, grupo do qual pretendia se tornar acionista controlador. O Bradesco, vice-líder no mercado de seguros, tem 21 por cento no IRB.
"O que vejo é que nenhum sócio do IRB tem resseguradora", disse Nakao a jornalistas, após evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro. "Minha visão é que não há conflito".
Nakao acrescentou que não há prazo para a conclusão das conversas para aumento de participação do BB e ressaltou que, independente das negociações, o IRB realiza movimentos para se fortalecer no mercado de resseguro no país.
Nakao lembrou que a "regra de bolso" do mercado prevê que uma instituição não pode comprometer mais de 3 por cento de seu patrimônio para uma operação de cobertura de seguro. Hoje, o patrimônio do IRB é de quase 2 bilhões de reais, o que limita sua atuação em no máximo 50 milhões de reais por operação.
Caso haja sucesso nas negociações, o estrearia no mercado ressegurador ocupando a liderança do segmento. O IRB-Brasil tem 10,4 bilhões de reais em ativos.
Uma semana antes do anúncio sobre o IRB, o BB anunciou uma parceria com a espanhola Mapfre, assumindo a vice-liderança em seguros no país, atrás do Bradesco. O banco ainda negocia a compra da fatia da Sul América na Brasilveículos e na Brasilsaúde.
Criado em 1939, o IRB-Brasil deteve o monopólio do setor de resseguros no país até abril de 2008, quando o mercado foi aberto. No entanto, a instituição ainda detém cerca de 90 por cento de participação no setor.
CRECIMENTO CHINÊS
Para Nakao, o mercado de resseguro tende a avançar acima de 10 por cento ao ano na próxima década, beneficiado pelo crescimento mais forte da economia e por grandes eventos e empreendimentos programados para os próximos anos.
"Nos últimos 10 ou 15 anos, o resseguro cresceu em linha com o PIB. O seguro cresceu primeiro e muito mais. O futuro próximo aponta que o resseguro vai superar o PIB e crescer mais em linha com o seguro," afirmou.
"Temos hidroelétricas projetadas para os próximos anos, jogos militares de 2011, Copa do Mundo, Olimpíadas e projetos bilionários da Petrobras. A expectativa é de um crescimento chinês", finalizou.

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