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COMUNICAR ERROPor Vanessa Stelzer
SÃO PAULO (Reuters) - A atividade na indústria paulista registrou em setembro a maior alta desde abril de 2008, reagindo à melhora do mercado de trabalho e do crédito após a crise mundial. Apesar da recuperação, ainda há capacidade ociosa na indústria, o que afasta riscos inflacionários.
O Índice de Nível de Atividade (INA) subiu 4,3 por cento em setembro ante agosto, informou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta terça-feira. Sem ajuste, o indicador aumentou 2,7 por cento.
Frente a setembro de 2008, a atividade recuou 6,0 por cento --a menor taxa negativa do ano nesse tipo de comparação.
"O resultado de setembro é muito bom, é expressivo... Temos as variáveis emprego, renda e crédito, que são indutores da atividade econômica, em crescimento, e isso nos diz que haverá continuidade desse ritmo de crescimento da indústria até o fim do ano", disse Paulo Francini, diretor econômico da Fiesp.
Ele ressaltou que a expansão em setembro foi generalizada. Os destaques foram os setores de Máquinas e equipamentos, com crescimento de 4,2 por cento frente a agosto, com ajuste sazonal, e Veículos automotores, com avanço de 6,4 por cento.
Esse último segmento foi auxiliado pela retirada gradual, a partir de outubro, da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis. "Com o fim do (alívio do) IPI, as indústrias anteciparam as entregas para as distribuidoras", afirmou Francini.
Outro indicador da Fiesp dá suporte à previsão de manutenção do ritmo de crescimento no último trimestre. O Sensor --que visa antecipar o humor do industrial no mês corrente-- subiu para 58,3 pontos em outubro, ante 57,8 em setembro.
Mas o cenário positivo não será suficiente para evitar uma queda em 2009 como um todo. Francini reiterou a previsão de retração de 7,5 a 8 por cento da indústria este ano, ante alta de 4,3 por cento em 2008.
Isso porque a crise derrubou a atividade entre janeiro e setembro em 12,3 por cento, a maior queda para o período da série história.
CAPACIDADE INSTALADA
A Fiesp informou que o nível de utilização da capacidade instalada, com ajuste sazonal, atingiu 81,2 por cento em setembro, ante 80,3 por cento em agosto. Foi o maior patamar desde maio, mas ficou abaixo de setembro de 2008 (82,6 por cento).
O Banco Central vem avaliando esse dado para ver quando a capacidade ociosa da indústria será preenchida a ponto de gerar pressões inflacionárias. Na opinião de Francini, por enquanto não há motivo para preocupação.
"A utilização está tranquila e mostra que ainda temos capacidade ociosa na indústria."
Os setores com maior uso da capacidade em setembro foram Coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares e produção de álcool (97,6 por cento, sem ajuste sazonal) e Celulose, papel e produtos de papel (91,2 por cento, sem ajuste sazonal).

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