12/05/2008 - 09h50
Valor da folha de pagamento da indústria aumenta em março e número de horas pagas declina, diz IBGE

RIO - O valor real da folha de pagamento da indústria nacional aumentou 2,7% no mês em março, depois de cair 0,1% em fevereiro. Ante março de 2007, houve alta de 8,7%. No acumulado no primeiro trimestre, a folha de pagamento real subiu 6,4% perante igual intervalo de 2007.
Os números foram apresentados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) na Pesquisa Industrial Mensal de Empregos e Salários (PIMES).
"A folha de pagamento real de março mostrou incremento de 8,7% em relação a igual mês do ano anterior, assinalando a 24ª taxa positiva consecutiva. Houve crescimento em todos os locais pesquisados, com destaque para São Paulo (9,6%), por conta dos resultados em meios de transporte (18%), produtos químicos (18,6%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (14,1%)", salientou o organismo.
Na seqüência, pela mesma base de comparação, apareceu Minas Gerais, onde a folha expandiu-se 12,6%, destaque para metalurgia básica (20,1%), minerais não-metálicos (26,6%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (35,1%).
Em termos setoriais, ainda na relação março com mesmo mês de 2007, a folha de pagamento real avançou em 15 das 18 atividades. As principais influências partiram de meios de transporte (16,0%), máquinas e equipamentos (10,6%), produtos químicos (12,4%) e metalurgia básica (15,4%). Foram apurados recuos em calçados e couro (-8,6%), têxtil (-1,8%) e madeira (-2,6%).
O documento do IBGE revelou ainda que diminuiu em 0,9% o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria na passagem de fevereiro para março, livre dos efeitos sazonais. O resultado representa uma inversão daquele visto no segundo mês deste ano, de elevação de 1,7%.
(Valor Online)