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12/05/2008 - 11h48

Política industrial quer elevar investimento, exportação e fatia do Brasil no comércio mundial

RIO - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que a queda do dólar não vai impedir o crescimento das exportações brasileiras, essencial para que o país atinja 1,25% do comércio mundial em 2010. A meta é uma das quatro principais da Política de Desenvolvimento Produtivo (Política Industrial), lançada hoje no Rio de Janeiro em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Além do aumento da participação brasileira no comércio mundial - que no ano passado foi de 1,18% - o plano prevê a elevação do investimento fixo para 21% do PIB até 2010, contra 17,6% no calendário passado, o aumento do investimento privado em pesquisa e desenvolvimento para 0,65% do PIB em 2010 e a ampliação em 10% do número de micro e pequenas empresas exportadoras, o que significaria 12.971 micro e pequenas empresas brasileiras exportando em 2010.

Para Paulo Bernardo, a tendência de queda do dólar acontece no mundo inteiro e não adiantaria o governo brasileiro tentar inverter essa trajetória. "Seria muita pretensão nossa achar que temos condições de fazer uma política cambial capaz de reverter. Possivelmente nós gastaríamos muito dinheiro e não conseguiríamos reverter a tendência de queda do dólar", disse Bernardo. Ele lembrou que, nos últimos cinco anos, o setor exportador brasileiro vem crescendo a despeito da queda contínua da moeda americana. "Não vi ninguém dizer que quebrou por causa do dólar."

Bernardo negou ainda que o fundo soberano, cuja criação está em estudo pelo governo brasileiro, tenha como objetivo influenciar o câmbio. Segundo ele, o objetivo do fundo será fomentar a atividade de empresas brasileiras no exterior.

O ministro minimizou também as críticas à Política de Desenvolvimento Produtivo que está sendo anunciada. Segundo ele, os que dizem que deveria haver mais investimento em infra-estrutura não fizeram esse tipo de investimento nos últimos 25 anos. "O Brasil passou 25 anos sem investimento em infra-estrutura e o PAC e essa política são tentativas", comentou.

MEDIDAS TRIBUTÁRIAS DE ESTÍMULO AO INVESTIMENTO
  • Prorrogação, até 2010, do previsto pela lei nº 11.051 de 2004: depreciação acelerada em 50% do prazo e crédito de 25% do valor anual da depreciação contra a CSLL
  • Redução de prazo de apropriação de créditos de PIS e COFINS derivados da aquisição de bens de capital de 24 para 12 meses
  • Redução do IPI para uma lista de setores a ser divulgada
  • Eliminação da incidência do IOF de 0,38% nas operações de crédito do BNDES, Finame e Finep
  • (Com informações da Reuters)


    FINANCIAMENTO DE RENDA VARIAVEL
  • Ampliação do "funding" do BNDES: desembolso total projetado para indústria e serviços entre 2008 e 2010 de R$ 210,4 bilhões (capacidade produtiva, inovação e modernização)
  • "Spreads" e prazo do BNDES: redução de 20% no spread básico do conjunto de linhas de financiamento do BNDES, de 1,4% para 1,1% ao ano
  • Linhas para comercialização de bens de capital: -Redução de 40% do spread básico de 1,5% ao ano para 0,9% ao ano; duplicação do prazo para a indústria no produto Finame, de 5 para 10 anos
  • 100% da TJLP (hoje 6,25% ao ano)
  • Redução da taxa de intermediação de 0,8 para 0,5%
  • (Com informações da Reuters)


    APOIO À INOVAÇÃO
  • Nova linha capital inovador: R$ 6 bilhões entre 2008 e 2010
  • Apoio e esforços inovativos das empresas, principalmente capacitação, ativos intangíveis, engenharia
  • TJLP + 0%
  • Nova linha inovação tecnológica: apoio a projetos de pesquisa desenvolvimento e inovação
  • Funtec (Fundo Tecnológico). Foco 2008: saúde, energias renováveis e redução de emissões
  • Finep: financiamento de R$ 740 milhões em 2008; subvenção econômica à inovação: R$ 325 milhões
  • Criação de um Fundo Soberano
  • (Com informações da Reuters)


    (Rafael Rosas | Valor Online)

    Bovespa Fonte: Thomson Reuters

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