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04/09/2008 - 11h56

Meta de exportações deve ser revista, comenta Miguel Jorge

RIO - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou que o ministério deve anunciar nos próximos dias uma nova revisão na meta de exportações para este ano. Atualmente, a estimativa da pasta é atingir US$ 190 bilhões em vendas ao exterior. Esse valor já é uma revisão em relação à previsão inicial de US$ 180 bilhões.

" A estimativa atual do ministério é de US$ 190 bilhões em exportações, mas já estamos preparando para os próximos dias uma nova revisão para este valor " , disse Jorge, que participa hoje do Fórum Especial do Instituto Nacional de Altos Estudos, no Rio de Janeiro.

A revelação sobre a nova revisão foi feita pelo ministro durante apresentação na qual ele usou dados para tentar mostrar que, apesar do ressurgimento do déficit em transações correntes este ano, a robustez do setor externo garante maiores condições para que o país equilibre suas contas.

O ministro fez questão de frisar que, apesar do déficit em transações correntes ter atingido 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB) no acumulado até julho, hoje o Brasil é muito mais capaz de gerar divisas para equilibrar suas contas do que nos anos de 1990. " Não fomos capazes de financiar nossa conta de serviços exclusivamente por meio de nosso saldo comercial, mas esse déficit já foi muito mais expressivo, superior a 4% do PIB em 1999, quando nosso fluxo comercial era de apenas US$ 100 bilhões " , ressaltou o ministro.

Miguel Jorge afirmou que hoje o fluxo de comércio do país já está na casa dos US$ 300 bilhões, o equivalente a 21% do PIB. Segundo ele, as exportações passaram de 6% do PIB em 1995 para 12% do PIB atualmente.

Embora tenha afirmado que, no momento de crise internacional, com liquidez limitada nos mercados mundiais, o Brasil não pode continuar dependendo do financiamento externo, o ministro ressaltou que por ora o fluxo de recursos internacionais tem contribuído para que o país equilibre com tranqüilidade suas contas externas.

" Mesmo hoje, quando do déficit em transações correntes voltou a aparecer, os fluxos de investimento, não apenas de curto prazo, tem suprido com folga esse resultado deficitário " , sustentou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Bovespa Fonte: Reuters

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