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03/07/2009 - 16h26

DIs longos têm queda e curtos fecham próximo da estabilidade na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram um pregão de baixa movimentação nesta sexta-feira, mas alguns vencimentos mantiveram o viés de baixa observado nos últimos dias.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010 apontava baixa de 0,01 ponto, a 8,77%. O vencimento agosto de 2009, o mais líquido da sessão, fechou a 8,99%. Setembro de 2009 subiu 0,03 ponto, para 8,84%. Já outubro de 2009 caiu 0,01 ponto, a 8,81%.

Entre os contratos longos, janeiro de 2011 apontava baixa de 0,05 ponto, para 9,88%. O vencimento para janeiro de 2012 devolveu 0,02 ponto, para 10,95%. E janeiro de 2013 projetava 11,61%, também desvalorização de 0,02 ponto.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 329.640 contratos, equivalentes a R$ 31,32 bilhões (US$ 16,08 bilhões), queda de 10% sobre o registrado na quinta-feira, quando o movimento já foi menor. O vencimento para agosto de 2009 foi o mais negociado, com 158.500 contratos, equivalentes a R$ 15,33 bilhões (US$ 8,08 bilhões).

Segundo o vice-presidente de Tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, a falta de liquidez, por conta do feriado em Wall Street, tira credibilidade da movimentação do dia, que pode ser vista como uma continuidade do ajuste de baixa iniciado na terça-feira.

Ainda de acordo com Folchini, a falta de tendência clara não só nos juros, mas também em outros mercados, como bolsa e dólar, tem como pano de fundo o aumento na percepção de que a economia mundial vai continuar apresentado desempenho fraco, o que justificaria baixas taxas de juros. O contraponto, segundo o especialista, é que, apesar dessa desaceleração global, a economia interna pode ter um desempenho satisfatório. Ou seja, teremos um crescimento mais forte do que o do restante do mundo. Segundo Folchini, como não se sabe qual das vertentes vai preponderar, os agentes estão na defensiva, aguardando mais indicadores que apontem se a fraqueza externa ou a dinâmica do mercado doméstico irá prevalecer.

A semana que vem não reserva dados relevantes de atividade. Com isso, o foco recai sobre os números de inflação, entre eles o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) e a primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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