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21/10/2009 - 11h30

Aécio diz que PSDB não antecipará alianças

RIO - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou que é legítimo a iniciativa do governo federal de já buscar alianças para a eleição de 2010, mas observou que isso não vai fazer com que o PSDB antecipe a sua estratégia para o pleito do ano que vem. Segundo ele, janeiro é um bom momento para a definição de acordos.

"Nossa estratégia não está vinculada a do governo. Nós vamos montar a nossa (estratégia) e estou muito confiante nas nossas chances", disse o governador, que participou da abertura da feira da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV).

Aécio também minimizou a importância do acordo nacional fechado entre PT e PMDB, no qual o partido da base governista indicaria o vice na chapa encabeçada pela legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O governador mineiro não descartou que o PMDB siga tendências regionais nos Estados e acabe se aliando ao PSDB em alguns locais. "Gostaria que na nossa aliança houvesse a participação de outras forças políticas além daquelas que já estão conosco. Acho que há espaço para isso. O PMDB tem valorizado muito as alianças regionais", disse Aécio.

Ele lembrou que em Estados como São Paulo e Rio Grande do Sul o PMDB tem mais afinidade com os tucanos do que com o PT. Aécio também alertou para a necessidade de maior cautela por parte dos governos em relação à presença em eventos no período que antecede a corrida eleitoral.

Sobre a indicação dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de que pode estar havendo uso político de atos oficiais, Aécio seguiu a visão do magistrado e afirmou que o país tem organismos competentes de fiscalização.

"Cabe às instituições sólidas que o Brasil tem hoje, como Justiça Eleitoral, Ministério Público e o próprio Tribunal de Contas, averiguar se há uso indevido de recursos públicos", defendeu. "É preciso haver cautela. O governo federal não tem uma situação diferente de outros níveis de governo. Todos nós temos de tomar cuidado e eu próprio tenho tomado muito cuidado para não misturar o que é público com o interesse partidário", observou.

(Rafael Rosas | Valor)

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