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21/10/2009 - 12h55

Estrangeiros recompram e Bovespa sobe 2,20%; dólar cai a R$ 1,733

SÃO PAULO - O tom vendedor da terça-feira e da pré-abertura parece que já foi superado e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) retoma a linha dos 66 mil pontos. Por volta das 12h50, o Ibovespa subia 2,20%, a 66.741 pontos, com giro financeiro em R$ 2,79 bilhões.

No front externo, as ações brasileiras também ganhavam força. O Dow Jones Brazil Titan, que lista as 20 ADRs mais negociadas, subia 1,54%, a 34.141 pontos.

Em Wall Street, os índices também superaram as perdas do começo do dia e passaram a oscilar em terreno positivo, mesmo com alguns balanços, como o da Boeing, surpreendendo de forma negativa. Há pouco, o Dow Jones ganhava 0,57%, enquanto o Nasdaq subia 0,98%. Agora à tarde, as atenções estão voltadas para o Livro Bege, do Federal Reserve (Fed), banco central americano.

O operador de mercado que prefere não se identificar observou que a explicação é simples. O mercado reagiu de forma emocional ontem e agora já percebe que a taxa de 2% imposta ao capital externo não é " um bicho de sete cabeças " .

O operador também nota que os grandes vendedores de ontem são os grandes compradores hoje, incluindo corretoras como Credit Suisse que são conhecidas por operar recursos de estrangeiros.

Fora isso, também corre pelas mesas que os estrangeiros já descobriram uma forma de " comprar " as ações na Bovespa sem precisar pagar o IOF de 2%. A operação envolve a compra e depósito em um banco estrangeiro de um recibo de ação (ADR) negociado em Nova York. Feito isso, o agente pede a conversão do recibo em ações.

Ainda de acordo com o especialista, o otimismo com a economia brasileira é que fez essa enxurrada de dólares entrar no país e esse sentimento continua existindo.

A questão, agora, é ver como o governo pode agir se a medida não surtir o efeito desejado. Uma das alternativas é lançar mão do fundo soberano brasileiro para segurar a cotação do dólar.

No mercado de câmbio, a pressão de compra do começo do dia não se sustenta. Há pouco, o dólar comercial registrava baixa de 0,68%, a R$ 1,733 na venda, depois de subir a R$ 1,769 na máxima. No front corporativo, os carros-chefe lideravam a recuperação. Vale PNA apontava alta de 3,20%, a R$ 41,80, e Petrobras PN ganhava 1,39%, a R$ 37,01. As ações da BM & FBovespa passavam por recuperação, depois da queda de 8,4% registrada no dia anterior. O papel subia 2,57%, a R$ 12,73, com o segundo maior volume do dia.

Entre as siderúrgicas, Gerdau PN apontava alta de 3,73%, a R$ 30,27. No segmento financeiro, Bradesco PN registrava elevação de 1,63%, a R$ 36,59.

Com a maior alta entre os ativos listados, MMX Miner ON subia 4,57%, a R$ 13,02. NET PN se valorizava 3,51%, a R$ 22,68. A operadora lucrou R$ 246 milhões no terceiro trimestre do ano, revertendo prejuízo de R$ 63 milhões amargado um ano antes.

Fora da recuperação, apenas 3 dos 63 ativos listados. CCR Rodovias ON caía 2,85%, a R$ 32,64, ampliando a perda de 5,61% registrada ontem. O preço de emissão das novas ações que a companhia venderá em oferta primária será definido nesta quarta-feira. Ainda na ponta vendedora, Telemar Norte Leste PNA diminuía 1,2%, a R$ 58,20, e ALL Logística unit recuava 0,15%, para R$ 13,03.

(Eduardo Campos | Valor)

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