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21/10/2009 - 16h22

DIs voltam a recuar, mas volume é pouco expressivo

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros registraram mais um pregão de baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), mas o volume não foi dos maiores. Segundo o sócio da Oren Investimentos, Jacob Weintraub, a proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve manter a Selic em 8,75%, estimula uma revisão de posições, já que a curva precificava até o mais pessimista dos cenários.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, apontava baixa de 0,06 ponto percentual, a 10,38%. Já o vencimento para janeiro de 2012 perdeu 0,04 ponto, a 11,60%. E janeiro de 2013 projetava 12,21%, baixa de 0,03 ponto.

Entre os vencimentos curtos, janeiro de 2010 perdeu 0,01 ponto, marcando 8,66%. Julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, cedeu 0,03 ponto, a 9,23%. Destoando, novembro de 2009 ganhou 0,01 ponto, a 8,64%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 297.020 contratos, equivalentes a R$ 26,29 bilhões (US$ 15,06 bilhões), queda de 46% sobre o registrado ontem. O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 97.540 contratos, equivalentes a R$ 8,66 bilhões (US$ 4,96 bilhões). De acordo com Weintraub, a abertura de posições vendidas também mostra alguma aposta do mercado em um comunicado mais ameno ou que reforce a ideia de estabilidade da Selic por longo período de tempo. Mesmo com o recuo dos últimos dois dias, o especialista aponta que a curva ainda está muito inclinada. " Mesmo acreditando em alta no primeiro trimestre de 2010, ainda tem bastante prêmio na curva " , avalia. Ainda de acordo com Weintraub, uma nova rodada de alta nos DIs só teria justificativa crível em uma disparada de preço de commodities ou piora acentuada nas perspectivas de inflação no mercado local. Eventos tidos como pouco prováveis.

Olhando para 2010, o gestor aponta que o ciclo de alta na taxa Selic deve ficar entre 200 a 300 pontos base. Weintraub também acredita em crescimento de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem, postura mais otimista que a média do mercado captada pelo Focus, que sugere avanço de 4,8%.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro realizou a segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), que acontece via troca de títulos. Também estava agendado o resgate antecipado de NTN-Bs. (Eduardo Campos | Valor)

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