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21/10/2009 - 17h16

IOF é assimilado e dólar cai 1,14%, a R$ 1,725

SÃO PAULO - A julgar pelo comportamento do câmbio hoje, a tributação ao capital externo teve seu efeito limitado à terça-feira.

Resumindo bem a questão, o gerente da mesa de câmbio da BGC Liquidez, Francisco Carvalho, diz que não é por causa de um pedágio de 2% que os investidores vão deixar de aportar recursos no Brasil.

No começo do pregão, o dólar comercial ensaiou alta, batendo R$ 1,769. Mas, conforme as bolsas firmaram alta, a moeda perdeu força, até fechar o dia com baixa de 1,14%, a R$ 1,723 na compra e R$ 1,725 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar recuou 1,37%, para fechar, também, a R$ 1,725. O volume negociado, que bateu recorde ontem, caiu 37%, para US$ 325,25 milhões. Já no interbancário os negócios saltaram de US$ 1,8 bilhão para US$ 4,1 bilhões.

Ainda de acordo com Carvalho, um termômetro da eficácia da adoção do Imposto sobre Operação Financeira (IOF) é o volume da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). " Temos de esperar para ver o comportamento dos volumes, mas acredito que não deve haver grande mudança. " Segundo o gerente, não é taxando investimentos que o governo vai conseguir segurar o preço do dólar ou dar ganho ao exportador. A questão é competitividade. " Não é assinando medidas que se controla preço. Ele varia conforme a demanda e oferta " , diz.

Fora isso, a queda do dólar é um problema mundial e deve continuar sendo até que o governo americano passe a reduzir gastos e aperte sua taxa de juros. Carvalho também acredita que a história de fluxo crescente de recursos continua valendo. " A economia não mudou por causa do IOF, o Brasil segue em destaque como um país que saiu antes da crise. " Como acontece toda a quarta-feira, o Banco Central (BC) mostrou o movimento parcial de câmbio no país. Na semana passada, o fluxo foi positivo em US$ 6,76 bilhões, sendo que US$ 4,10 bilhões entraram na terça-feira, dia 13. No mesmo período, as atuações do BC no mercado à vista enxugaram apenas US$ 594 milhões. Com isso, o saldo líquido de dólar no mercado foi positivo em US$ 6,17 bilhões, cifra compatível com a queda de 1,67% que a moeda americana registrou no período. No acumulado do mês até o dia 16, o saldo somava US$ 10,48 bilhões, enquanto as atuações da autoridade monetária estavam em US$ 5,977 bilhões. (Eduardo Campos | Valor)

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