SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acena com pregão de alta nesta quinta-feira. A sinalização é dada pelo mercado futuro, onde o Ibovespa com vencimento em dezembro subia 1,19%, para 67.500 pontos.
No entanto, a confirmação de alta depende do sinal que vier de Wall Street, onde os índices futuros oscilam entre alta e baixa conforme o balanço trimestral que é divulgado.
Por ora, o Dow Jones ensaia alta, seguindo um forte resultado do McDonald's, que viu o ganho por ação subir 10% no trimestre.
No campo econômico, os agentes aguardam os pedidos por seguro-desemprego e o índice de indicadores antecedentes.
Os investidores também reagem aos dados proveniente da economia chinesa. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 8,9% no terceiro trimestre no comparativo anual, ficando abaixo dos 9% previsto. Mesmo assim o ritmo é muito forte e pode ajudar a estimular as discussões envolvendo a retirada dos estímulos dados pelo governo à economia. A questão agora não é o fraco desempenho, mas uma recuperação forte suficiente que já precise ser freada.
Também foi divulgado um crescimento de 13,9% na produção industrial de setembro, melhor ritmo em um ano. E os investimentos urbanos já subiram 33,3% nos nove primeiros meses de 2009.
Pelo lado da inflação, os consumidores chineses pagaram 0,8% menor por bens e serviços no mês passado. Já a inflação ao produtor caiu 7%.
Os dados não fizeram muito preço no mercado chinês. Xangai e Hong Kong perderam 0,62% e 0,48%, respectivamente. Perdas também em Tóquio, onde o Nikkei 225 cedeu 0,64%. Já em Seul, a baixa foi de 1,42%.
Por aqui, os investidores reagem aos números da Usiminas, que embolsou R$ 454 milhões entre julho e setembro, soma 23% menor no comparativo anual, mas 23% superior à registrada no trimestre anterior.
Na agenda econômica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a taxa de desemprego caiu de 8,1% em agosto para 7,7% em setembro. A previsão era de baixa para 8%. Mas a queda refletiu o menor número de pessoas procurando emprego e não um crescimento da população ocupada. O importante, mesmo, é que rendimento real e a massa salarial continuaram subindo, o que dá sustentação ao processo de recuperação da economia local.
Na Europa, resultados trimestrais também pautam o dia. Há pouco, o FTSE-100, de Londres, caía 1,03%, enquanto o Xetra-DAX, de Frankfurt, recuava 1,35%. No segmento financeiro, o Credit Suisse mostrou lucro de US$ 2,3 bilhões no trimestre, revertendo prejuízo amargado em igual período do ano passado. Ainda assim, as ações da instituição perdiam valor.
No câmbio, o dólar avançava contra a libra e marcava estabilidade na comparação com o euro. Por aqui, a moeda passava por ajuste nesse começo de pregão, já que escapou na piora de humor observada no fim da sessão de quarta-feira. Há pouco, o dólar comercial subia 0,63%, a R$ 1,736 na venda.
A quarta-feira parecia de forte retomada na Bovespa, com o índice chegando a operar acima dos 67 mil, depois da forte correção do pregão anterior. Os ganhos eram sólidos, mas uma brusca reversão de humor em Wall Street limitou a valorização do Ibovespa a 0,28%, para 65.485 pontos. O giro financeiro somou R$ 8,08 bilhões.
Em Wall Street, o Dow Jones encerrou em baixa de 0,92%, aos 9.949 pontos. O S & P 500 recuou 0,89%, para 1.081 pontos. Já o Nasdaq diminuiu 0,59%, a 2.150 pontos. Entre os motivos para a queda estão recomendação de venda de analistas e correção de preço no segmento financeiro e varejo.
(Eduardo Campos | Valor)