SÃO PAULO - A operadora de telefonia GVT fechou o terceiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 57,2 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 14,8 milhões do mesmo período de 2008 - que tinha sido influenciado pelo efeito cambial sobre o endividamento.
A receita líquida da GVT cresceu 27,3%, passando de R$ 347,4 milhões no terceiro trimestre de 2008 para R$ 442,3 milhões em igual intervalo deste ano. Foi a maior receita líquida trimestral da história da empresa. O resultado medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) saltou 30,9%, para R$ 172,8 milhões. Desta forma, a margem Ebitda aumentou para 39,1%.
A empresa contabilizou adição líquida de 247.194 linhas ao longo do terceiro trimestre, uma alta de 166,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Deste total, 112.779 foram linhas de voz (+199,6%), 63.243 linhas de banda larga (+85,7%) e 56.449 em linhas de dados corporativos (+524%). A base de clientes encerrou setembro em 2,56 milhões de linhas.
A GVT está sendo disputada por duas gigantes das telecomunicações, a Telefônica e a francesa Vivendi. No começo de setembro, o grupo francês fechou acordo com os controladores da GVT para comprar 20% da empresa a R$ 42 por ação e anunciou que faria a mesma oferta para adquirir 100% dos papéis. Logo depois, a Telefônica fez uma oferta hostil a R$ 48 por ação. Ainda não se sabe qual será o desfecho da disputa. Na sexta-feira passada, o conselho de administração da Vivendi aprovou a realização da oferta, mas nada foi informado sobre valores. Os franceses podem decidir cobrir o lance da Telefônica ou fazer valer o acordo anterior e adquirir 20%.
(Valor)