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22/10/2009 - 16h31

Projetos de expansão da Usiminas podem voltar só em 2012

SÃO PAULO - Apesar da recuperação observada nos dois últimos trimestres, a Usiminas acredita que suas vendas só voltarão ao patamar pré-crise entre o final de 2011 e o início de 2012. Somente a partir daí é que a companhia poderia retomar os investimentos em ampliação da capacidade produtiva, especialmente a construção de uma nova usina em Santana do Paraíso (MG), orçada em US$ 5,7 bilhões e cujo projeto, que prevê a produção de 5 milhões de toneladas anuais de aço bruto, foi engavetado em agosto deste ano em razão da crise.

A previsão foi divulgada hoje pelo presidente da Usiminas, Marco Antonio Castello Branco, durante apresentação dos resultados da siderúrgica referentes ao terceiro trimestre. Diante do cenário ainda incerto de demanda, o executivo informou que também não tem planos para a reativação do alto-forno 1 da companhia, localizado em Ipatinga (MG), e que foi desligado em dezembro de 2008, também em função da crise. Até setembro de 2008, antes, portanto, do estopim da turbulência internacional, a Usiminas mantinha uma média de vendas próxima a 2 milhões de toneladas por trimestre, sendo cerca de 85% deste volume voltado ao mercado interno. Já no primeiro trimestre deste ano, por exemplo, as vendas caíram praticamente pela metade, para 1,04 milhão de toneladas.

" Tivemos tímidos sinais de recuperação no segundo trimestre (1,187 milhão de toneladas) e um pouco mais no terceiro (1,694 milhão de toneladas), mas achamos que ainda levará um pouco de tempo para voltarmos aos volumes de 2008 " , disse a jornalistas o presidente da Usiminas. A volta ao patamar de 2 milhões de toneladas por trimestre, contou o executivo, já pode ser considerada interessante para a retomada dos projetos de aumento de capacidade. Até lá, garantiu, Castello Branco, a Usiminas seguirá focada na agregação de valor aos seus produtos, via investimentos já anunciados em suas plantas existentes. " Estamos priorizando a agregação de valor, em processar o aço, investir em novas aplicações para depois pensarmos em aumento de capacidade " , disse o executivo.

(Murillo Camarotto | Valor)

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