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22/10/2009 - 15h32

Coutinho garante fim do PSI em dezembro

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não pretende ampliar o prazo do Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), que prevê condições especiais de financiamento para os setores de máquinas e equipamentos, inovação e exportação com pré-embarque. O projeto, que, entre outros benefícios, garante taxa de juros fixa de 4,5% ao ano em determinadas condições, valerá até 31 de dezembro.

O presidente do banco de fomento, Luciano Coutinho, afirmou que o PSI, adotado em junho, foi importante para garantir a retomada dos investimentos no terceiro trimestre, mas o custo fiscal do mecanismo - que teve equalização do Tesouro para garantir a taxa de juros inferior à Taxa de Juros de Longo Prazo - impõe o fim do estímulo a partir de janeiro de 2010.

" O PSI está pensado para valer até o fim desse ano. Ele é um mecanismo de antecipação de decisões, tem custo fiscal e está programado para encerrar em 31 de dezembro " , garantiu Coutinho, que apresentou o desempenho do banco até setembro. " À medida que a crise vai passando, vamos retirando os incentivos " , acrescentou.

O executivo destacou que o PSI foi um dos fatores que estimularam o bom desempenho da instituição no terceiro trimestre, quando as liberações do banco de fomento atingiram R$ 53,9 bilhões, contra R$ 24 bilhões no segundo trimestre. No total, nos nove primeiros meses de 2009, o banco liberou R$ 96,902 bilhões, 58% a mais que em igual período do ano passado. Já as aprovações atingiram R$ 113,601 bilhões entre janeiro e setembro, um crescimento de 47% na comparação com os nove primeiros meses de 2008.

Em três meses de validade, a carteira do PSI acumulou R$ 13,6 bilhões, dos quais R$ 8,2 bilhões para os setores exportadores e R$ 5,3 bilhões para bens de capital, enquanto projetos de inovação receberam R$ 100 milhões. Do total destinado a exportações, R$ 7,1 bilhões são para financiamento de máquinas e equipamentos destinados ao mercado externo.

" Este apoio à exportação de bens de capital foi muito relevante para sustentar o nível de produção em bens de capital e impedir que caísse mais do que caiu. Foi um suporte importante " , ponderou Coutinho.

(Rafael Rosas | Valor)

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