SÃO PAULO - O dólar comercial fechou o pregão de quinta-feira sem alteração. Conforme as bolsas firmaram alta, as compras perderam força, mas não houve estímulo suficiente ao desmanche de posições. Com isso, a divisa fechou a R$ 1,723 na compra e R$ 1,25 na venda.
Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar também fechou sem alteração, valendo R$ 1,725. O volume negociado caiu 19%, para US$ 264,75 milhões. Já no interbancário os negócios caíram 44%, somando US$ 2,3 bilhões.
Segundo o gerente de operações da B & T Associados Corretora de Câmbio, Marcos Trabbold, a medida instaurando a cobrança de IOF para capital externo ajuda a dar alguma sustentação de preço à divisa americana. Por mais criticada, a taxa de 2% inibe o capital de curto prazo.
Fora isso, diz Trabbold, quem trouxer recursos para investir em bolsa tem de ter uma expectativa de valorização de pelo menos 2%. E, ao que parece, não há muitos investidores dispostos a arriscar novas compras em uma bolsa que já subiu mais de 70% no ano.
Outro ponto destacado pelo especialista, é que a medida desencoraja as remessas, pois o investidor sabe das oportunidades que existem no mercado brasileiro e não quer sair e ter de pagar taxa para voltar depois.
Ainda de acordo com o gerente, é perceptível a adoção de posturas mais defensivas no mercado de câmbio futuro, ou seja, há aumento de posições compradas e redução de contratos vendidos. O que acaba inibindo, também, as vendas no mercado à vista.
(Eduardo Campos | Valor)