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22/10/2009 - 18h37

Bovespa sobe mais um dia e quase zera perdas na semana

SÃO PAULO - Em um movimento inverso ao observado ontem, as compras ganharam força na última hora de pregão, impulsionando a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para cima dos 66 mil pontos. Com isso, as perdas na semana foram reduzidas a 0,10%.

Apesar das commodities em baixa, os carros-chefe seguiram atraindo compradores, ajudando o Ibovespa a fechar com alta de 0,99%, aos 66.134 pontos. O giro financeiro, no entanto, foi baixo se comparado aos últimos dias, somando R$ 5,72 bilhões. No mês, o ganho acumulado é de 7,51%.

Segundo o sócio e diretor de operações da Hera Investment, Nicholas Barbarisi, o mercado brasileiro acompanhou o americano, onde os balanços seguiram pautando os negócios no curto prazo.

Em Wall Street, depois de um breve passeio pelo terreno negativo, os compradores resolveram dar rumo ao Dow Jones, que subiu 1,33%, para 1.081 pontos. S & P 500 e Nasdaq ganharam 1,06% e 0,68%, respectivamente. Voltando ao mercado local, Barbarisi avalia que a imposição de restrição ao capital externo tem um impacto de curto prazo no mercado, estancando o processo de alta. Mas avaliando a medida dentro da atual conjuntura, há outros fatores que pesam muito mais para a tomada de decisão de investimentos.

Segundo o especialista, a premissa continua a mesma. Em termos macroeconômicos, o Brasil mostra perspectivas bastante positivas. E as empresas apresentam elevado potencial de crescimento. " Esses fatores atraem recursos externos e esse fluxo faz o mercado subir. O investidor não pode deixar de surfar essa tendência " , explica.

De acordo com Barbarisi, a melhor forma de tirar proveito desse quadro é buscar empresas e setores que se beneficiarão dessa dinâmica de crescimento doméstico. No entanto, é bom ser seletivo nas compras, já que o preço de alguns papéis já antecipa um ano ou mais em suas cotações. No front corporativo, Vale PNA liderou o volume, avançando 2,28%, a R$ 41,70, Petrobras PN teve acréscimo de 0,81%, a R$ 37 e entre as siderúrgicas, Gerdau PN subiu 1,19%, a R$ 29,70. Com o terceiro maior volume, BM & FBovespa ON teve acréscimo de 1,83%, para fechar a R$ 12,74. Ainda no segmento financeiro, Itaú Unibanco ON avançou 1,94%, a R$ 36,70, e Bradesco PN ganhou 2,52%, a R$ 36,91. Destoando, as units do Santander caíram 1,50%, para R$ 22,84. Liderando os ganhos dentre do índice, Klabin PN subiu 5,08%, a R$ 4,75. Os agentes compram o papel esperando bons resultados trimestrais. A Brascan Corretora prevê lucro de R$ 172 milhões no terceiro trimestre, contra prejuízo de R$ 256 milhões amargado um ano antes. As aéreas também atraíram compradores, TAM PN avançou 4,45%, a R$ 25,80, e Gol PN subiu 3,90%, a R$ 18,61. Embraer ON, AmBev PN, Bradespar PN e Itaúsa PN ganharam mais de 2% cada.

Na ponta oposta, TIM Part PN caiu 3,06%, a R$ 4,75, BRF Foods ON caiu 1,69%, a R$ 45,71, e Natura ON diminuiu 2,66%, a R$ 32,50. O lucro líquido consolidado da fabricante de cosméticos foi de R$ 190,17 milhões no terceiro trimestre, alta de 9,1% no comparativo anual. Segundo a Ativa Corretora, o resultado é positivo, porém já esperado.

Fora do índice, as ações da Iguatemi caíram 4,91%, a R$ 29,00. Ainda hoje é anunciado o preço de emissão das ações que a companhia vende em oferta primária. Destaque de alta para os papéis ON da Tempo Participações, que saltaram 15,69%, a R$ 3,76.

(Eduardo Campos | Valor)

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