SÃO PAULO - A semana deve acabar com valorização na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A indicação vem do mercado futuro, onde o Ibovespa com vencimento em dezembro apontava alta de 0,70%, aos 67.425 pontos.
Em Wall Street, os índices futuros operam sem direção definida. Os balanços seguem no foco dos investidores assim como os dados sobre a venda de casas usadas, que será apresentado logo mais. O dia também reserva um pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Ben Bernanke, que fala sobre regulação.
Na Europa, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido caiu 0,4% no terceiro trimestre, contrariando previsão de leve alta de 0,1%. Esse foi a sexta contração consecutiva da economia britânica.
No entanto, o dado não parece afetar os investidores, que seguem comprando ações na Bolsa de Londres, onde o FTSE-100 avançava 1,48%. Já em Frankfurt, o Xetra-DAX tinha elevação de 1,03%.
Na Ásia, a sexta-feira terminou de forma positiva. Tóquio e Seul garantiram valorização de 0,15% e 0,60%. Na China, as compras foram mais firmes resultando em alta de 1,85% para Xangai e ganho de 1,71% em Hong Kong.
O fraco desempenho da economia inglesa derrubou o preço da libra ante o dólar. Já o euro ensaiava alta contra a divisa americana. Por aqui, o dólar comercial começou o dia sob pressão vendedora. Há pouco, a moeda perdia 0,57%, a R$ 1,715 na venda.
No mercado de commodities, atenção para o preço do petróleo, que segue operando acima dos US$ 81 o barril de WTI.
A quinta-feira teve seu quinhão de instabilidade, mas conforme os compradores tomaram a frente do mercado americano, a alta também se consolidou por aqui.
Com ajuda dos carros-chefe, o Ibovespa subiu 0,99%, fechando aos 66.134 pontos. Dessa forma, as perdas na semana foram reduzidas a 0,10%. O giro financeiro, no entanto, foi baixo se comparado aos últimos dias, somando R$ 5,72 bilhões. No mês, o ganho acumulado é de 7,51%.
Em Wall Street, o Dow Jones fechou com valorização de 1,33%. Enquanto o S & P 500 e Nasdaq ganharam 1,06% e 0,68%, respectivamente.
(Eduardo Campos | Valor)