UOL Economia Notícias

BOLSAS

CÂMBIO

 

23/10/2009 - 18h37

Bolsas de Nova York fecham em baixa apesar de ganhos em tecnologia

SÃO PAULO - As bolsas de Nova York fecharam o último pregão da semana em queda, em pregão marcado por balanços corporativos e dados controversos sobre o ritmo de recuperação econômica. Analistas também comentam que a correção se faz necessária após dias consecutivos de ganhos.

O Dow Jones caiu 1,08%, para 9.972 pontos. O Standard & Poor´s fechou aos 1.079 pontos, com baixa de 1,22%. O Nasdaq foi o que menos sofreu no dia, mas teve baixa de 0,50%, para 2.154 pontos.

No setor industrial, as ações da Burlington Northern Santa Fé recuaram 6,50% (US$ 79,12) após previsões abaixo do previsto pelo mercado. A empresa ferroviária espera ter lucro de US$ 1,20 por ação no quarto trimestre, abaixo dos US$ 1,36 estimados por analistas.

O movimento arrastou outras empresas de transporte como a Union Pacific, cujos papéis cederam 5,28% (US$ 57,89). Esse tipo de informação é considerada crítica, pois o setor ferroviário é um sinalizador de atividade do país.

A queda dos preços do petróleo justificou uma baixa importante em papéis de petroleiras como a Exxon Mobil, que teve queda de 1,17% (US$ 73,57) em suas ações, e Chevron, que terminou com baixa de 0,79% (US$ 76,68).

Pelo lado positivo, as ações da Microsoft e da Amazon.com se destacaram, com balanços trimestrais melhores do que o esperado pelo mercado. As ações da Amazon ganharam 26,80% (US$ 118,49) e as da Microsoft fecharam com alta de 5,38% (US$ 28,02).

Os agentes deram de ombros para notícias positivas do ponto de vista econômico, como a revenda de imóveis residenciais nos Estados Unidos, que saltou 9,4% em setembro, para o nível mais alto em dois anos.

Ao mesmo tempo, os investidores avaliam a pressão do governo e do Federal Reserve para que o mercado financeiro venha a adotar alguns controle de segurança. Hoje o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, pressionou o Congresso para aprovar uma legislação que dê às autoridades reguladoras mais poder para conter uma crise financeira.

Ontem o Fed já tinha avisado que vai propor restrições a pagamento de bônus para executivos de 28 instituições financeiras, a fim de evitar tomada de risco desnecessária e proteger o sistema. Ao mesmo tempo, o Tesouro está procedendo revisões de salários e benefícios de executivos de bancos e montadoras que foram socorridas por recursos do governo no auge da crise.

(Valor, com agências internacionais)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host