SÃO PAULO - Depois do ajuste de baixa no fim da semana passada, os contratos de juros futuros apresentam leve viés de alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).
Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2011 apontava avanço de 0,01 ponto percentual, a 10,26%. Janeiro de 2012 recuava 0,01 ponto, a 11,49%. E janeiro ganhava 0,01 ponto, a 12,22%.
Na parte curta da curva, o DI com vencimento em janeiro de 2010 também subia 0,01 ponto, a 8,66%. Julho de 2010 avançava 0,02 ponto, a 9,12%. Novembro de 2009 não era negociado.
O gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, comentou que, passada a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a curva não tem incentivo para grandes oscilações. A certeza que permanece é que vai ter um aumento de taxa mais à frente.
Nassar comenta que, na ata da reunião, o BC deve apontar que continua acompanhando o desenvolvimento do cenário externo e monitorando o comportamento da inflação no mercado local.
Com base no cenário atual, o gerente aponta que um aperto monetário deve acontecer no fim do primeiro semestre ou começo do segundo semestre do ano que vem. Nassar ressalta, no entanto, a importância de se delimitar bem o cenário nas projeções, pois, no decorrer de 2010, algumas dúvidas, como sucessão de comando no BC e quadro eleitoral, já estarão resolvidas, o que pode alterar as perspectivas quanto à condução da política monetária.
Na agenda do dia, está o boletim Focus do Banco Central, que trouxe sinais díspares para o comportamento da inflação. O prognóstico para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009 recuou marginalmente de 4,3% para 4,29%. Já a previsão para 2010 subiu de 4,41% para 4,5%, ficando em cima da meta de inflação.
A estimativa de crescimento para 2009 avançou de 0,12% para 0,18%, já a expansão de Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 permaneceu em 4,8%.
Ainda de acordo com a sondagem, não há alteração na perspectiva de juros. A Selic fica em 8,75% neste ano e vai a 10,5% no próximo.
(Eduardo Campos | Valor)