SÃO PAULO - A Petrobras fechou a primeira emissão de vencimento em 30 anos de uma empresa de mercados emergentes após a crise financeira. Em uma mudança de estratégia, a empresa resolveu lançar títulos de valores maiores de uma só vez e conseguiu demanda de US$ 10 bilhões dos investidores internacionais.
No total, captou US$ 1,5 bilhão por 30 anos, pagando juros de 7% ao ano, e outros US$ 2,5 bilhões pelo prazo de vencimento de dez anos, com rendimento de 5,875% ao ano. Os prêmios sobre os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA foram de 270,6 e 238,5 pontos básicos, respectivamente.
Foi a maior emissão de uma empresa brasileira da história, batendo o recorde anterior da Vale do Rio Doce. A Petrobras resolveu mudar a estratégia de fazer pequenas captações oportunistas e partiu para fazer uma grande colocação de uma só vez, aproveitando o momento de juros em recorde de baixa.
O Citigroup, o HSBC, o JPMorgan e o Santander foram os líderes, com o Banco do Brasil e o Société Générale como co-líderes.
Com a transação, a empresa vai rolar os US$ 3,25 bilhões que faltavam de empréstimo-ponte de vencimento em dois anos tomado no início deste ano para financiar seus investimentos até a metade de 2010. Ficará com os outros US$ 750 milhões para engordar o seu já generoso caixa.
Estão vendendo papéis no mercado internacional neste momento outras duas empresas brasileiras: a Fibria, que quer captar até US$ 1 bilhão pagando rendimento de cerca de 9,5% ao ano pelo prazo de vencimento de dez anos, e a Net, que pretende levantar um total de US$ 300 milhões por dez anos. (Cristiane Perini Lucchesi | Valor, om agências internacionais)