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26/10/2009 - 13h24

Bovespa defende leve alta na retomada nos negócios

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue em alta, mas com menos força, na retomada dos negócios depois de ficar uma hora sem operar em função de problemas técnicos. Por volta das 13h20, o Ibovespa subia 0,30%, aos 65.254 pontos, com volume de R$ 1,22 bilhão. Na máxima da manhã, o índice testou os 65.901 pontos.

O pregão ficou suspenso das 11h56 até as 12h56 em função de problemas técnicos apresentados na Rede de Comunicação da Comunidade Financeira (RCCF), que faz a ligação das corretoras com a bolsa.

Segundo o analista da Geral Corretora, Ivanor Torres, esse tipo de falha causa grande insegurança para o investidor. " Isso é o tipo de coisa que não deveria ocorrer " , disse o especialista.

Torres comenta que, além do transtorno, os problemas técnicos dão a impressão de que, mesmo com os investimentos recentes, não existe um sistema preparado para lidar com o crescimento esperado das ordens.

Deixando o problema técnico de lado, o analista avalia que os investidores seguem operando com o sentimento de que o mercado está muito esticado. Os agentes anteciparam as notícias positivas e agora esperam um gatilho para uma correção técnica.

Na visão do especialista, tal realização de lucros poderia derrubar o Ibovespa em 6% a 8%, mas não tiraria o índice de sua tendência de alta, que mira as máximas do ano passado, acima dos 74 mil pontos.

O que segura uma baixa forte, segundo o especialista, é que ninguém quer ficar de fora da Bovespa e a recomendação geral de médio e longo prazo é manter as posições. No front corporativo, os carros-chefe sustentavam alta, garantindo a variação positiva do dia. Petrobras PN aumentava 1,75%, a R$ 41,72, e Vale PNA subia 1,53%, saindo a R$ 37,06. Como terceiro maior volume do dia, BM & FBovespa devolveu os ganhos da abertura e apontava baixa de 1,79%, a R$ 12,03. O papel chegou a cair a R$ 11,89, declínio de 2,94%.

O destaque de alta segue como papel PN da Gol, que avançava 3,35%, a R$ 19,41. Vivo PN vinha logo atrás, com alta de 2,24%, a R$ 46,83.

Na ponta oposta, JBS ON declinava 2,56%, a R$ 9,90, Eletrobrás PNB diminuía 1,82%, a R$ 23,66, e Telemar ON cedia 1,92%, a R$ 41,18.

No câmbio, onde os negócios também ficaram paralisados, o dólar comercial mantinha o movimento de baixa, negociado na casa de R$ 1,70. Há pouco, a moeda recuava 0,46%, a R$ 1,705. Já o dólar para novembro cedia 0,84%, a R$ 1,7055.

Em Wall Street, os agentes não se abalaram pelas novas falências no setor financeiro no fim de semana e foram às compras. Há pouco, o Dow Jones marcava alta de 0,92%, enquanto o Nasdaq subia 1,28%.

(Eduardo Campos | Valor)

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