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26/10/2009 - 17h47

Ale mantém interesse em aquisições no país

RIO - Passado um ano da compra da rede de postos da Repsol no Brasil e da aquisição da distribuidora Polipetro, com atuação no Paraná e Santa Catarina, a distribuidora de combustíveis Ale volta a analisar opções de crescimento por meio da compra de concorrentes.

"Esse ano, em função da necessidade de absorvermos os ativos que compramos no final de 2008 e em função da instabilidade que a economia vinha passando, interrompemos as aquisições", destacou o vice-presidente da companhia, Jucelino Sousa. "Mas agora, com um cenário mais claro e terminando o processo de intervenção nas empresas que adquirimos, somos compradores, vamos observar o mercado", garantiu.

O executivo minimizou as recentes operações de consolidação no setor e afirmou que cerca de 20% dos postos de combustíveis no Brasil são de pequenas distribuidoras, potenciais alvos de aquisição.

"Há espaço ainda para consolidação. Alguns dos movimentos que aconteceram nos últimos anos se deveram à revisão de portfólio de algumas empresas e não ao desinteresse no segmento. Hoje a Ale está firme e forte buscando crescer neste mercado e obter uma maior participação", acrescentou Sousa.

O presidente do Conselho de Administração da Ale, Sérgio Cavalieri, não descartou uma futura abertura de capital para alavancar o avanço da empresa no mercado de distribuição.

"Nosso direcionamento é de crescimento. O processo de abertura de capital é uma das linhas para o crescimento, isso é permanentemente examinado pelos acionistas, mas não há no momento nenhuma decisão, definição, de data ou de prazo, com relação a isso", disse Cavalieri.

Sousa confirmou ainda que a empresa já negocia a renovação do contrato de patrocínio do Flamengo, que vence no fim do ano. O executivo se limitou a dizer que o objetivo da companhia é acertar o patrocínio para todo o ano de 2010, com um valor em bases maiores que o atual, que prevê o pagamento de R$ 3,5 milhões por três meses de contrato até dezembro.

Atualmente, a Ale tem 1.700 postos em 22 Estados brasileiros e prevê um faturamento de R$ 7,7 bilhões este ano. Além dos postos da bandeira Ale, a empresa atende outras 3 mil unidades de "bandeira branca".

(Rafael Rosas | Valor)

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