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27/10/2009 - 08h37

Bolsa de NY teve queda com construtoras e financeiras

SÃO PAULO - As bolsas americanas recuaram pela segunda sessão consecutiva com investidores se desfazendo de papéis de construtoras e empresas financeiras devido a preocupações de que um benefício tributário para compradores de imóveis seja eliminado aos poucos, enquanto as ações de commodities sucumbiam à pressão da alta do dólar.

O índice Dow Jones recuou 1,05%, para 9.867 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,59%, para 2.141 pontos. O índice Standard & Poor´s 500 teve desvalorização de 1,17%, para 1.066 pontos.

O movimento teve altos e baixos, com as bolsas começando o dia mais firmes, e índices chegando a avançar mais de 1% logo após a abertura do mercado, mas a alta rapidamente desapareceu com a virada do dólar e os temores de investidores em relação ao futuro do setor financeiro.

Uma empresa de pesquisas econômicas, ISI Group, afirmou em nota que poderia haver um acordo para eliminar aos poucos o benefício tributário para compradores de imóveis nos próximos 13 meses, ao invés de ampliá-lo, como esperavam alguns.

O banco americano JPMorgan, com queda de 3,1%, foi um dos principais papéis a pesar sobre as bolsas, junto com o Bank of America, que caiu 5,1%. O índice financeiro do S & P registrou baixa de 2,5%, enquanto o índice de construtoras americanas do Dow Jones recuou 3,4%.

As principais bolsas europeias tiveram uma segunda-feira de queda, a terceira consecutiva, devido à forte baixa no preço do petróleo e à recuperação do dólar que desencadearam um movimento de venda, com a ING afundando 18% depois de revelar planos de dividir a empresa. As seguradoras sofreram o baque. A Allianz recuou 4,4% e a Aegon despencou 6,5%. O índice FTSEurofirst 300, que mede o desempenho das principais empresas da Europa, fechou em queda de 1,12%, aos 997 pontos, pior patamar em cerca de duas semanas.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em queda de 0,97%, a 5.191 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,71%, para 5.642 pontos. Em Paris, o CAC-40 perdeu 1,68%, para 3.744 pontos. Em Milão, o Ftse/Mib cedeu 1,79%, para 23.001 pontos. Em Madri, o Ibex-35 sofreu desvalorização de 1%, para 11.622 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 registrou perdas de 1,47%, para 8.519 pontos.

(Valor, com agências internacionais)

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