SÃO PAULO - A terça-feira deve começar de forma instável na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A indicação vem do mercado futuro, onde o Ibovespa com vencimento em dezembro oscila com leve variação negativa. Há pouco, o contrato recuava 0,22%, a 65.950 pontos.
Vale lembrar que há exatamente um ano o Ibovespa fazia sua mínima do período da crise ao fechar aos 29.435 pontos. Desde então, o índice só fez subir. No começo, as compras eram um pouco desacreditadas, mas, conforme 2009 caminhava e os trilhões de dólares injetados pelos e bancos centrais passaram a rodar o mundo em busca de rentabilidade, uma sólida tendência de alta se formou.
Com grande ajuda dos investidores estrangeiros, que já colocaram mais de R$ 20 bilhões na Bovespa, o índice marcou a máxima de 2009, até o momento, aos 67.239 em 19 de outubro. Isso representa uma elevação de 128%, ou 37.804 pontos. Em dólares, a alta é ainda mais expressiva, se aproximando dos 200%, melhor resultado do mundo.
Voltando ao pregão desta terça-feira, o mercado americano também busca direção depois de dois dias de perdas acentuadas, mas agentes ainda procuram motivos para sair com mais certeza às compras. Na agenda do dia, um índice de preço de moradias, a atividade medida pelo Federal Reserve (Fed) de Richmond, e o dado sobre a confiança do consumidor.
Na Europa, os índices oscilam em terreno positivo, mas o setor financeiro segura uma valorização mais expressiva. Há pouco, o FTSE-100, de Londres, ganhava 0,54%, enquanto o Xetra-DAX, de Frankfurt avançava 0,32%.
Entre as commodities, o petróleo oscila ao redor dos US$ 78 o barril de WTI depois de perdas acentuadas ontem. No câmbio, o dólar perdia para a libra e também ajustava para baixo contra o real. Há pouco, o dólar comercial valia R$ 1,732 na venda, queda de 0,40%.
Na Ásia, a terça-feira acabou no vermelho para os principais mercado da região. Tóquio devolveu 1,45%, Seul caiu 0,46%, e Hong Kong e Xangai declinaram 1,86% e 2,83%, respectivamente.
As perdas na Ásia refletiram o dia negativo em Wall Street, onde preocupações com o setor financeiro garantiram um novo dia de baixa. O Dow Jones cedeu 1,05%, o S & P 500 diminuiu 1,17% e o Nasdaq caiu 0,59%.
O mercado local foi influenciado pelo sinal de venda vindo dos Estados Unidos, mas compras no final do pregão, concentradas nas ações de Petrobras e Vale, os dois ativos de maior peso da bolsa, mudaram essa história. O Ibovespa garantiu leve alta de 0,04%, fechando aos 65.085 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 5,44 bilhões.
(Eduardo Campos | Valor)