RIO - A decisão do governo de taxar a entrada de capital estrangeiro destinado a aplicações em renda variável e renda fixa terá um efeito benéfico no curto prazo, mas tratá prejuízos no longo prazo. A avaliação sobre a implementação da cobrança de 2% de IOF sobre capital estrangeiro foi feita por Cássio Casseb, integrante do conselho de administração da Sadia e ex-presidente do Banco do Brasil.
Para o executivo, o governo deveria buscar "uma solução melhora que essa" para diminuir a entrada de dólares no país.
"A medida não trava (o mercado de capitais), mas não é uma coisa benéfica, já que queremos um mercado de capitais cada vez mais forte", disse Casseb, que participou de palestra organizada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e pela Câmara de Comércio França-Brasil, no Rio de Janeiro. "Vamos pensar e procurar uma solução melhor", acrescentou.
(Rafael Rosas | Valor)