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28/10/2009 - 07h59

Dados dos EUA e balanço da Vale movimentam o dia

SÃO PAULO - Sem eventos relevantes na agenda doméstica, o foco permanece no mercado americano, onde os agentes aguardam os dados sobre as encomendas por bens duráveis e venda de imóveis novos.

A previsão sugere que as fábricas receberam 1% a mais de pedidos durante o mês de setembro. Já a estimativa para a venda de casas sugere alta de 2,7% no mês passado.

A agenda americana ainda reserva os pedidos semanais por empréstimos hipotecários e a variação nos estoques de petróleo e derivados.

Por aqui, atenção aos dados parciais sobre o fluxo cambial. Os números serão apresentados pelo Banco Central (BC) e atraem atenção especial, pois podem ajudar a quantificar a reação dos agentes à imposição de Imposto sobre Operação Financeira (IOF) de 2% ao capital externo que busca rendimento em ações e títulos. Os investidores também conhecem a sondagem da indústria feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No front corporativo, os olhos estão voltados para a Vale, que, após o encerramento dos negócios, apresenta seu balanço trimestral. A previsão da Brascan Corretora sugere lucro de R$ 2,95 bilhões, uma queda de 76% sobre o registrado um ano antes, mas um crescimento de 101% sobre o segundo trimestre. Já a Fator Corretora, trabalha com ganho de R$ 3,4 bilhões. Além dos números da Vale, os agentes também aguardam o desempenho da Visanet, Totvs, Santos Brasil, Indústrias Romi, CSU Cardsystem e Kroton. No mercado externo estão agendados os balanços da ArcellorMittal, Santander, ConocoPhilips e GlaxoSmithKline.

Amanhã, as atenções se dividem entre o mercado externo e o local, conforme os agentes leem ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e reagem à primeira prévia do Produto Interno Bruto (PIB) americano no terceiro trimestre. A semana acaba com a renda, gastos e confiança do consumidor nos EUA.

(Eduardo Campos | Valor)

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