SÃO PAULO - Mais um pregão instável toma forma na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A indicação é dada pelo índice futuro, que oscila entre alta e baixa, sugerindo falta de consenso entre os agentes sobre que rumo tomar. O Ibovespa para dezembro caía 0,07%, aos 63.950 pontos.
Em Wall Street, os futuros seguiram em baixa depois que o Departamento de Comércio dos EUA mostrou que os pedidos por bens duráveis subiram 1% no mês passado, em linha com o esperado.
O dia ainda reserva as vendas de novos imóveis em setembro. Pelo lado corporativo, destaque para os números da Visa, que reportou lucro de US$ 514 milhões para o trimestre e anunciou um programa de recompra de ações de US$ 1 bilhão.
Na Europa, os vendedores pautam o dia reagindo a resultados trimestrais piores do que o esperado. Há pouco, o FTSE-100, de Londres, cedia 1,70%, enquanto o Xetra-DAX, de Frankfurt, recuava 1,51%. No setor de tecnologia, a SAP reduziu a previsão de vendas e suas ações caíam mais de 7%. Já a siderúrgica ArcelorMittal viu o ganho trimestral afundar 76%.
Por aqui, atenção aos papéis da Vale, que apresenta resultado após o fechamento do pregão. A previsão da Brascan Corretora sugere lucro de R$ 2,95 bilhões, uma queda de 76% sobre o registrado um ano antes, mas um crescimento de 101% sobre o segundo trimestre. Já a Fator Corretora, trabalha com ganho de R$ 3,4 bilhões.
A quarta-feira representou mais um dia de perdas para os mercados asiáticos. Tóquio e Seul desvalorizaram 1,35% e 2,41%, respectivamente. Já na China, Hong Kong perdeu 1,84%, mas Xangai destoou e subiu 0,33%.
Entre as commodities, o petróleo operava em baixa enquanto os agentes esperavam pelos dados de estoque nos EUA.
Falta direção também no câmbio. O dólar comercial começou o dia sob forte pressão de compra e subiu a R$ 1,755, mas, há pouco, já era negociado a R$ 1,740, leve alta de 0,05%.
A terça-feira marcou o pior dia dos últimos quatro meses para a Bovespa. As ações dos carros-chefe concentravam as vendas, o que levou o Ibovespa a perder 2,96%, para fechar aos 63.161 pontos. A queda é a maior desde 22 de junho, quando o índice caiu 3,66%. O giro financeiro somou R$ 6,08 bilhões.
Em Wall Street, dados díspares sobre atividade econômica garantiram instabilidade ao pregão, mas o Dow Jones ainda fechou com leve alta de 0,14%, aos 9.882 pontos. O S & P 500 recuou 0,33%, para 1.063 pontos. Já o Nasdaq caiu 1,20%, a 2.116 pontos.
(Eduardo Campos | Valor)