RIO - O volume de minério de ferro e pelotas embarcado pela Vale no terceiro trimestre atingiu 75,1 milhões de toneladas métricas, 35,9% acima do segundo trimestre. As vendas de minério de ferro atingiram 65,9 milhões de toneladas métricas, 30,6% acima do volume do segundo trimestre, enquanto o volume vendido de pelotas foi de 9,2 milhões de toneladas métricas, um crescimento de 90,6%.
As receitas geradas com as vendas de minério de ferro foram de R$ 7,1 bilhões, um crescimento de 43,5% em relação ao segundo trimestre. As vendas de pelotas geraram receitas de R$ 1,2 bilhão, contra R$ 632 milhões no trimestre anterior.
Nos nove primeiros meses do ano, os embarques de minério de ferro e pelotas foram de 183,7 milhões de toneladas métricas, uma queda de 23,4% frente aos 239,9 milhões de toneladas métricas embarcadas entre janeiro e setembro do ano passado.
"Temos sido bem sucedidos na exploração da forte expansão das importações de minério de ferro chinesas. Nossos embarques para a China atingiram outro recorde trimestral histórico, totalizando 41,1 milhões de toneladas métricas, representando 54,7% dos embarques totais de minério de ferro e pelotas no terceiro trimestre", ressaltou a Vale no balanço trimestral.
Os embarques para Ásia, excluída a China, totalizaram 12,4 milhões de toneladas métricas, representando 16,5% dos embarques, com aumento de 5,1 milhões em relação ao trimestre anterior, principalmente devido aos maiores volumes para Japão (100,4%) e Coreia do Sul (32,7%). Os embarques para a Europa passaram para 11,6 milhões de toneladas métricas, contra 4,9 milhões no segundo trimestre. As vendas para o mercado brasileiro atingiram 6,8 milhões de toneladas métricas.
As receitas com minerais não-ferrosos alcançaram R$ 3,757 bilhões, R$ 245 milhões abaixo do segundo trimestre. A redução foi influenciada principalmente pelos menores embarques de níquel e seus subprodutos e apreciação do real, que juntos significaram perdas de R$ 1,076 bilhão e mais que compensaram o impacto positivo do aumento de preço de níquel e de produtos da área de alumínio, que renderam em conjunto R$ 752 milhões em impacto positivo.
As vendas de níquel foram responsáveis por receitas de R$ 1,797 bilhão, contra R$ 1,894 bilhão no segundo trimestre. O total de embarques de níquel refinado foi de 53 mil toneladas métricas no terceiro trimestre, registrando decréscimo de 24,3% com relação ao segundo trimestre. Os embarques de níquel para a Ásia totalizaram 35 mil toneladas métricas, representando 65,1% do total de embarques, enquanto a América do Norte representou 22,8% e a Europa ficou com 11,5%.
(Rafael Rosas | Valor)