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29/10/2009 - 14h39

Bovespa segue em forte alta e dólar cai a R$ 1,734

SÃO PAULO - Depois de dois dias na sombra, os compradores voltaram a ditar o rumo dos negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que caminha para a maior alta diária desde 15 de julho. Por volta das 14h30, o Ibovespa apontava alta de 4,39%, aos 62.801 pontos, com giro financeiro em R$ 3,64 bilhões. Além do espaço para o ajuste técnico, depois de uma queda de 7,5% em dois dias, a economia americana deu sua contribuição. De acordo com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, a economia cresceu 3,5% no terceiro trimestre, melhor resultado em dois anos, mas dentro da faixa das estimativas.

Segundo a consultoria UpTrend, o crescimento consistente do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, com avanço do consumo e inflação em baixa, desenha um cenário melhor do que se poderia esperar para o governo americano e mostra que o caminho do incentivo econômico é certamente o mais acertado para uma crise desta proporção. "A recente e saudável correção de diversos ativos no mercado financeiro deve suscitar a um processo de compras mais acentuadas na atual sessão, porém a sinalização mais importante deste PIB é que existe base sólida para se sustentar uma alta consistente das bolsas de valores daqui para os próximos seis meses", ressaltou a consultoria em comunicado.

Ainda de acordo com a consultoria, tal comportamento da economia também leva a crer que uma alta de juros nos EUA deva ocorrer tão somente na segunda metade de 2010, assim como no Brasil. Dentro do Ibovespa, o papel PNA da Vale segue como destaque, avançando 6,31%, a R$ 40,24, recuperando a queda de 8,8% amargada nos últimos dois pregões. O ativo ficou mais de 15 minutos em leilão no começo dos negócios em função da elevada demanda.

Ontem, a mineradora reportou lucro líquido de R$ 3,003 bilhões para o terceiro trimestre, uma queda de 61,3% em relação aos R$ 7,753 bilhões de igual período do ano passado, mas um avanço de 104,8% sobre o ganho de R$ 1,466 bilhão registrado no segundo trimestre.

Ainda entre os carros-chefe, Petrobras ON ganhava 4,11%, a R$ 35,65, Gerdau PN subia 6,38%, a R$ 27,16, e CSN ON avançava 4,54%, a R$ 59,38.

Com o terceiro maior volume do dia, Cyrela ON subia 4,69%, a R$ 22,30. Começaram a ser negociadas hoje as ações vendidas pela companhia em oferta primária a R$ 22 cada. Ainda no setor, Gafisa ON tinha acréscimo de 5,20%, a R$ 26,89.

Entre os bancos, Itaú Unibanco PN tinha valorização de 5,03%, a R$ 34,66, Bradesco PN ganhava 4,99%, a R$ 35,33. Fora do índice e com menos força, Santander unit tinha acréscimo de 0,37%, a R$ 21,95.

Depois de cair mais de 9%, ontem, a MMX Mineração voltou a atrair compradores, subindo 8,01%, a R$ 11,72. Já o papel ON da VCP avançava 5,37%, a R$ 25,50.

No setor e varejo, Lojas Renner ON registrava alta de 8,93%, a R$ 32,08, e Lojas Americanas PN ganhava 6,53%, a R$ 11,74. O governo decidiu prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca. A novidade, porém, foi a adoção de um critério ambiental, de consumo de energia.

Fora da retomada apenas 1 dos 63 ativos listados. CPFL ON caía 0,06%, a R$ 31,63.

No câmbio, os vendedores passaram a atuar com mais firmeza e, há pouco, o dólar comercial perdia 1,19%, a R$ 1,734 na venda. Cabe lembrar que pela manhã a pressão era evidentemente compradora, o que levou a moeda a testar os R$ 1,779 na máxima.

Compras também em Wall Street, mas de forma menos acentuada. Há pouco, o Dow Jones ganhava 1,39%, a 9.898 pontos, enquanto o S & P 500 avançava 1,62%, a 1.059 pontos. Já o Nasdaq subia 1,48%, a 2.090 pontos.

(Eduardo Campos | Valor)

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