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30/10/2009 - 08h12

Concessionárias de energia admitem revisão dos reajustes de tarifas

BRASÍLIA - Os presidentes das principais concessionárias de energia do país concordaram em rever os preços das tarifas para corrigir os erros nos reajustes dos últimos sete anos. Em audiência pública realizada ontem na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Tarifas de Energia Elétrica, as companhias de Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro disseram aguardar apenas um posicionamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre como será feita a correção dos preços daqui para frente.

" Reafirmo nosso compromisso de tentar resolver o problema junto com a Aneel e o Ministério de Minas e Energia " , afirmou o presidente da Ampla Energia, do Rio, Cristián Eduardo Fierro Montes.

O presidente da Cemig, Djalma Bastos de Moraes, admitiu a cobrança indevida, mas alegou que ela não ocorreu de forma ilegal e nem houve " dolo " por parte das empresas. Segundo ele, esse é o motivo pelo qual a correção não pode ser feita de forma individualizada. " No momento em que eu tomar a iniciativa, estarei concordando que houve erro de minha parte, o que não foi o caso. Fui autorizado por meio de um contrato a fazer aquele reajuste. " Segundo Moraes, o ideal é que o assunto seja resolvido este ano, para evitar as pressões políticas de 2010. De acordo com o presidente da Cemig, a correção para os próximos anos pode ser feita descontando-se o percentual cobrado a mais. " Vamos verificar o que houve no passado, de 2002 para cá. As empresas vão somar esse passivo e ver o formato que o órgão regulador e o ministério vão propor para a gente devolver isso ao consumidor " , afirmou. Ele lembrou que, nesses passivos, estão embutidos também os tributos pagos a Estados, municípios e governo federal. O problema no reajuste das tarifas de energia foi identificado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que observou aumento no preço cobrado pela Companhia Energética de Pernambuco (Celp), mesmo diante do aumento do consumo. Pelas contas do TCU, com o crescimento da demanda por energia, o preço deveria baixar aproximadamente 2%. Com autorização da Aneel, as distribuidoras reajustaram linearmente as tarifas, quando algumas variáveis utilizadas na formulação do preço não poderiam receber correção. De acordo com o tribunal, a cobrança indevida acarretou prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão por ano, nos últimos sete anos. O erro nos cálculos foi identificado pela Aneel em 2007.

(Agência Brasil)

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